Taxa de infecção em sítio cirúrgico

Cirurgias sempre são acompanhadas de uma série de cuidados para evitar infecções, como esterilização de instrumentos e uso adequado de antibióticos e antissépticos. Para aumentar a segurança, é fundamental acompanhar os pacientes após a cirurgia e registrar eventuais casos de infecções, cujo risco varia conforme o tipo e o local do procedimento.

Nossos resultados

Um dos índices de infecção que acompanhamos é o das chamadas “cirurgias limpas”, realizadas em locais do corpo totalmente estéreis, ou seja, que não contém microrganismos infecciosos, como a correção de malformações no coração e no cérebro. O gráfico mostra nossos resultados nos últimos três anos.

Como nós medimos

São consideradas as infecções que ocorrem no local (sítio) onde foi realizada a incisão ou nos órgãos e espaços manipulados durante a cirurgia. Em alguns casos, esta infecção pode ser diagnosticada até 90 dias após a cirurgia. O número de infecções é dividido pelo número de cirurgias limpas realizadas no mesmo período.

O que estamos fazendo para melhorar

Priorizamos o rastreamento da ocorrência de infecções do sítio cirúrgico relacionadas a cirurgias específicas, como cirurgia cardíaca, neurológica e ortopédica, mas todas as infecções são revisadas pela nossa equipe de Prevenção e Controle de Infecções, juntamente com a equipe do Centro Cirúrgico e o cirurgião responsável. A partir desta análise são recomendadas e implementadas mudanças para evitar que eventos similares ocorram. Entre as estratégias para prevenir as infecções cirúrgicas estão o banho antes da cirurgia, evitar o uso de lâmina para remoção de pelos, a limpeza (antissepsia) do local da incisão com um produto adequado antes da operação e uso apropriado de antibióticos antes e durante a cirurgia. Os cuidados com a esterilização de todo material utilizado e com as condições ambientais do centro cirúrgico, como o ar, também são medidas importantes.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 13/12/2018