Infecção de corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central (CVC) nas UTIs

Muitas vezes, é necessário implantar um acesso aos vasos sanguíneos da criança para aplicar medicamentos e outras substâncias. Embora essa medida seja importante para viabilizar o tratamento e reduzir o sofrimento do paciente com sucessivas picadas por agulhas, ela acarreta um pequeno risco de infecção da corrente sanguínea, mesmo com todas as medidas de segurança que são adotadas para preveni-lo. Medir a incidência dessa complicação é um dos índices de segurança mais utilizados por hospitais de todo o mundo.

Como nós medimos

Medimos o número de infecções da corrente sanguínea associadas ao uso de cateter venoso central (CVC) em unidades de terapia intensiva, dividido pelo número cateteres-dia x 1.000. Cada dia que um paciente permanece com um cateter é um cateter dia ou seja, cateteres-dia é a soma diária de pacientes em uso de CVC.

Nossos resultados

Registramos, por meio de busca ativa, todas as infecções de corrente sanguínea diagnosticadas no hospital em pacientes utilizando cateter venoso central e tomamos medidas imediatas para prevenir novos casos. O gráfico a seguir apresenta a taxa média registrada no Sabará nos últimos três anos. Nossa meta é ter menos de 1 infecção/1000 CVC-dia, até 2019.

CVC-dia = soma diária de pacientes em uso de CVC

 

O que estamos fazendo para melhorar

Devido à gravidade potencial e complicações que podem resultar deste tipo de infecção, nós trabalhamos de forma contínua para tentar eliminá-las completamente. Implementamos técnicas padronizadas na inserção e cuidados com os cateteres, baseadas nas melhores evidências científicas. Realizamos monitoramento de práticas corretas de higienização das mãos pelos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. As estratégias para prevenção da infecção incluem também a discussão diária da necessidade do cateter, trocas regulares de curativos e procedimentos padronizados para acessar e manusear esses cateteres. Por fim, fazemos análise individual de cada infecção por cateter venoso central para identificar oportunidades de melhoria, com planejamento de ações imediatas e mudanças de processo com a equipe de assistência.

 

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 13/12/2018