Infecção de corrente sanguínea associada ao uso de cateter venoso central (CVC) nas UTIs

Muitas vezes, é necessário implantar um acesso aos vasos sanguíneos da criança para aplicar medicamentos e outras substâncias. Embora essa medida seja importante para viabilizar o tratamento e reduzir o sofrimento do paciente com sucessivas picadas por agulhas, ela acarreta um pequeno risco de infecção da corrente sanguínea, mesmo com todas as medidas de segurança que são adotadas para preveni-la. Medir a incidência dessa complicação é um dos índices de segurança mais utilizados por hospitais de todo o mundo.

Como nós medimos

Acompanhamos a taxa de infecções da corrente sanguínea associadas ao uso de cateter venoso central (CVC) em nossas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Adotamos a medida-padrão internacional que relaciona o número de infecções ao total de dias de uso de cateter pelos pacientes (paciente-dia). A taxa considera o número de infecções a cada 1.000 dias de uso de cateter.

Nossos resultados

Registramos, por meio de busca ativa, todas as infecções de corrente sanguínea diagnosticadas no hospital em pacientes utilizando cateter venoso central e tomamos medidas imediatas para prevenir novos casos. O gráfico a seguir apresenta a taxa média registrada no Sabará nos últimos quatro anos. Nossa meta é ter menos de 1 infecção/1000 CVC-dia em 2019.

Referência * = Recomendação da rede internacional de segurança em hospitais pediátricos Children’s Hospitals’ Solutions for Patient Safety.

O que estamos fazendo para melhorar

Devido à gravidade potencial e complicações que podem resultar desse tipo de infecção, trabalhamos de forma contínua para tentar eliminá-la completamente. Implementamos técnicas padronizadas na inserção e cuidados com os cateteres, baseadas nas melhores evidências científicas. Realizamos monitoramento de práticas corretas de higienização das mãos pelos médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde. As estratégias para prevenção da infecção incluem também a discussão diária da necessidade do cateter, trocas regulares de curativos e procedimentos padronizados para acessar e manusear esses cateteres. Por fim, fazemos análise individual de cada infecção por cateter venoso central para identificar oportunidades de melhoria, com planejamento de ações imediatas e mudanças de processo com a equipe de assistência.

Autor: Demetrius Paparounis - MTB: 21.687

Atualizado em: 02/4/2019