O que os pais precisam saber sobre o novo coronavírus

Atualizado em 16/02/2020

O novo coronavírus, que já causou mais de 40.000 casos de infecção respiratória, será chamado de COVID-19, conforme anunciou no dia 11 de fevereiro a Organização Mundial da Saúde (OMS). A escolha do nome foi feita de modo a não fazer referência a região geográfica, animal, indivíduo ou grupo de pessoas, para que não fosse impreciso ou alimentasse estigmas.

O número de infecções continua aumentando na China, que concentra cerca de 99% dos casos confirmados no mundo e praticamente todas as mortes. Apenas dois casos de óbitos de pacientes ocorreram fora da China continental, em Hong Kong e Filipinas.

No Brasil, até o momento, não há nenhum caso confirmado. No entanto os hospitais se preparam para a possibilidade da chegada de pessoas doentes, reforçando o treinamento dos seus profissionais para que seja feito o diagnóstico precoce e medidas de contenção de transmissão desta infecção.

 

Situação em números:

Globalmente:  51.857 casos

China: 51.174 casos

Mortes: 1.669

16/02/2020

Fonte: https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/situation-reports/

 

Brasil:

Total de casos em investigação (suspeito): 3 casos
Total de casos confirmados: 0 (zero) nenhum caso foi confirmado no Brasil
Total de casos descartados: 45 casos

Fonte: http://plataforma.saude.gov.br/

16/02/2020 até 12h

 

O que é?

Coronavírus é uma família de vírus que é conhecida há mais de 50 anos. Tem este nome porque parece uma coroa, se visto no microscópio. Algumas cepas infectam seres humanos, outras infectam somente animais. O novo vírus (COVID-19) provavelmente é uma mutação que não atingia humanos e, nos últimos meses, passou de um animal para uma pessoa em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade de Wuhan, na China.

 

O que causa?

Sintomas respiratórios, como febre, tosse, falta de ar. Pode causar sintomas leves, como um resfriado comum até quadros mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória aguda.

 

E nas crianças, como se comporta?

O número de crianças com doença causada pelo COVID-19 é muito pequeno. Apesar de relatos, como o do recém-nascido de 30 horas que adquiriu o vírus, são raras as descrições de casos em pacientes com menos de 18 anos nos estudos publicados até o momento.

Não está claro para os pesquisadores se a baixa incidência é devida a fatores relacionados ao próprio vírus, que poderia estar causando doença pouco agressiva e não diagnosticada ou a questões ambientais, uma vez que a epidemia começou no período de férias e as aulas não foram reiniciadas, o que reduz o risco de transmissão nesta população.

No entanto, não é possível concluir que as crianças estejam protegidas, portanto é importante seguir as medidas de prevenção recomendadas para as infecções respiratórias.

 

Como é transmitido?

Este vírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de secreções respiratórias do paciente infectado ou por contato com secreções contaminadas seguido de inoculação em mucosas (olhos, nariz ou boca).

Na maior parte dos casos, a transmissão é limitada e se dá por contato próximo, ou seja, durante o cuidado com o paciente, incluindo profissionais de saúde ou membro da família.

Em relação às crianças, há poucos casos de infecção pelo novo vírus.

 

Como é feito o diagnóstico?

Um exame específico, que é feito colhendo secreção do nariz e da boca do paciente, pode identificar o material genético do vírus em secreções respiratórias.

 

Como tratar?

Atualmente, não há medicamentos eficazes para tratar o novo coronavírus. Recomenda-se ingestão de líquidos, analgésicos e antitérmicos. Casos mais graves precisam ser internados para receber soro e oxigênio. Pode ser necessária internação em UTI.

Há estudos clínicos em andamento para avaliar a segurança e eficácia de medicamentos e anticorpos monoclonais já utilizados para tratamentos de outras infecções e que mostraram atividade em laboratório contra os coronavírus, entretanto ainda não há resultados que demonstrem sua aplicabilidade na atual epidemia.

 

Leia também: perguntas e respostas sobre o novo Coronavírus

 

Dicas da Sociedade Brasileira de Infectologia para reduzir o risco de infecção:

  • Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
  • Usar lenço descartável para higiene nasal;
  • Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
  • Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
  • Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  • Manter os ambientes bem ventilados;
  • Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

 

Fonte:  Sociedade Brasileira de Infectologia

 

 

Quer saber mais sobre o novo Coronavírus?

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/perguntas-e-respostas-sobre-o-novo-coronavirus/

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019

https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/index.html

https://www.gislounge.com/this-map-is-tracking-the-wuhan-coronavirus-in-near-realtime/

http://plataforma.saude.gov.br/novocoronavirus/#2019-nCov-brazil

 

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 16/2/2020