Centros de Excelência e Serviços / Departamento de Cardiologia

Perguntas frequentes

O que é, afinal, cardiopatia congênita?

São alterações na estrutura e função do coração que podem ser diagnosticadas no feto ou após o nascimento e podem causar mudanças importantes no organismo, ou seja, o coraçãozinho do bebê pode não funcionar como deveria.

O que causa esta doença? 

Muitas vezes, nenhuma causa para a doença cardíaca pode ser encontrada. É possível que a ingestão de alguns medicamentos, álcool, contato com produtos químicos e infecções como a rubéola ou diabetes durante a gravidez possam contribuir com a cardiopatia congênita.

Como diagnosticar as cardiopatias? 

O acompanhamento médico pré-natal pode contribuir para o diagnóstico precoce caso existam fatores que permitam a suspeita clínica de problemas cardíacos no feto ou o ultrassom morfológico suspeite de cardiopatia. Embora a doença cardíaca congênita esteja presente no nascimento, os sintomas podem não aparecer imediatamente. Alguns defeitos podem não causar problemas por muitos anos ou mesmo nunca se manifestarem. Mas alguns sinais podem indicar anomalias cardíacas, como fraqueza, desmaio, falta de ar ou lábios arroxeados, e os pais devem procurar um médico imediatamente.

Existem exames específicos para diagnosticar cardiopatias? 

Podemos destacar o Ecocardiograma Fetal, que pode ser feito durante a gestação. Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor. Desse modo, pode-se estabelecer com antecedência a conduta a ser tomada depois que o bebê nascer.

Outro teste pouco conhecido e que passou a integrar a triagem do Sistema Único de Saúde (SUS) em junho de 2014 é o “Teste do Coraçãozinho” ou “Oximetria de Pulso”. O exame é realizado nas maternidades e é capaz de detectar precocemente cardiopatias graves, diminuindo o percentual de recém-nascidos que recebem alta sem o diagnóstico de problemas cardíacos e que poderiam levar ao óbito ainda no primeiro mês de vida.

Qual o tratamento?

Cada diagnóstico tem um tratamento, por isso o especialista em cirurgia cardíaca pediátrica e o cardiologista pediátrico sempre devem ser envolvidos. Algumas doenças cardíacas congênitas podem ser tratadas com medicação apenas. Outras precisam ser tratadas com uma ou mais cirurgias cardíacas.

Existe cura?

Sim, algumas cardiopatias tratadas proporcionam a cura definitiva do defeito cardíaco, porém necessitam de acompanhamento contínuo enquanto outras necessitam de complementação com outros procedimentos cirúrgicos ou hemodinâmicos. Crianças que passaram por tratamento hemodinâmico e cirurgias podem levar uma vida normal. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhores as chances de sucesso.

Como prevenir?

Mulheres que estão esperando bebê devem fazer um pré-natal adequado, além de:

– Evitar álcool e drogas.
– Consultar o médico antes de tomar qualquer medicamento.
– Fazer um exame de sangue no início da gravidez para ver se está imune à rubéola.

As mulheres grávidas que têm diabetes devem fazer controle dos seus níveis de açúcar no sangue.

O fator genético pode desempenhar um papel importante na doença cardíaca congênita, por isso o médico deve saber do histórico familiar.

O parto tem alguma característica especial?

Não, mas procurar por um hospital com área cirúrgica especializada pode fazer diferença, já que algumas crianças são operadas horas ou dias após o parto.

É possível diagnosticar a doença após o nascimento?

Sim, muitas vezes até na vida adulta. Recomenda-se observar:

  • se a criança larga várias vezes o peito ou a mamadeira durante as mamadas
  • se respira com dificuldade e parece cansada
  • suor intenso, principalmente na cabeça
  • unhas e lábios com a cor azulada (roxinha)
  • dificuldade para ganhar peso
  • inchaços
  • irritabilidade
  • palidez
  • respiração acelerada, com ou sem esforço
  • facilidade de pegar infecções pulmonares

Como posso ajudar outras pessoas?

Compartilhando informação, orientando-as a procurar um médico e, claro, dando muito carinho e amor.

É sempre fundamental reforçar que, em caso de dúvidas, deve-se procurar por um médico.

Autor: Dra. Grace Bichara - CRM: 101325

Atualizado em: 28/6/2018