Acolhimento e respeito: conheça práticas de humanização da enfermagem dentro da UTI Pediátrica - Hospital Sabará
Acolhimento e respeito: conheça práticas de humanização da enfermagem dentro da UTI Pediátrica
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Acolhimento e respeito: conheça práticas de humanização da enfermagem dentro da UTI Pediátrica

Segurar a mão de uma criança hospitalizada. Quanta força, sentidos e significados pode carregar esse simples ato? Para a Patrícia Vieira, mãe do Davi, de um pouco mais de um ano, essa ação virou marca de amparo e aconchego durante o longo período em que esteve com o seu bebê internado no Sabará Hospital Infantil. Prematuro, seu pequeno nasceu com 35 semanas, e logo após o parto já apresentou desconforto respiratório e algumas complicações que o levaram a ser entubado e, posteriormente, passar por uma série de procedimentos, inclusive cirúrgicos. 

Com um quadro complexo, Patrícia conta que o Davi tinha quase 3 meses quando foi transferido para o Sabará, e que uma das dificuldades que ele tinha era para dormir. Entre as várias lembranças que ela guarda durante o contato diário de 1 ano e 15 dias com a equipe do hospital, ela fala com carinho quando uma técnica de enfermagem se disponibilizou a tentar fazer o Davi pegar no sono. Patrícia lembra que a cuidadora ajeitou o cobertor dentro do berço da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) criando uma espécie de “ninho” envolvendo o pequeno, e, ainda, criou uma forma de se fazer mais presente. “Ela foi fazendo e a gente foi percebendo que ele gostava das coçadinhas nas costas e o jeito que ela colocava especificamente. Tinha todo um detalhe: segurava a mãozinha, deixando ele de lado e fazendo carinho na cabeça e aí ele dormia, com uma facilidade com ela, que com a gente não conseguia”, compartilha Patrícia. 

Davi tem baixa visão, e o toque em sua mãozinha virou uma forma de comunicação com a família e também com os profissionais de saúde. Sobre a ação específica da técnica de enfermagem, a mãe avalia a importância do olhar humanizado no cuidado com a criança: “Ela foi além da área técnica dela, ela olhou o Davi como ser humano e ele correspondeu, foi sensacional”.

No nosso canal no Youtube, Saúde da Infância, a Patrícia fala mais da história do seu pequeno desde o nascimento até a tão esperada alta hospitalar, confira lá! Agora continue o texto para conhecer um pouco mais das práticas de humanização da nossa equipe de enfermagem no atendimento de crianças internadas na UTI.   

 

Cada criança é um ser único

A humanização é um valor que perpassa todo o nosso hospital, desde a chegada do paciente e sua família até o momento de volta para casa. Para isso, temos o respeito à individualidade e à diversidade como pontos centrais. A coordenadora de enfermagem da UTI do Sabará, Thais Franco, explica que ao receber novos cuidadores no setor, antes que comecem a atuar diretamente na assistência, os profissionais passam por um treinamento de cerca de 7 a 10 dias com uma enfermeira explicando processos. No entanto, o mais importante nesse período é a observação da forma de abordagem adotada pelo hospital. “Eles vão ficar observando a prática de outros técnicos ou de outros enfermeiros antes de irem direto fazer o cuidado. Então, isso faz com que eles absorvam essa parte de humanização. A gente tem percebido que isso vem trazendo um resultado bem legal em relação ao cuidado”, analisa Franco.

A enfermeira ainda destaca que o atendimento humanizado depende de um olhar dos profissionais para perceber as particularidades de cada caso: “É muito individual de uma criança para outra e de uma família para outra. A nossa equipe tem uma liberdade para atuar, mesmo com os nossos processos, em relação a entender o que aquela criança precisa naquele momento. Temos essa sensibilidade muito aguçada aqui em relação a isso”.

Sabemos que estar no hospital para tratar qualquer questão de saúde é por si só uma situação que pode gerar ansiedade, medo e angústia nas crianças, e também nos pais. Por isso, para além de contar com especialistas no atendimento pediátrico e infraestrutura de alta tecnologia, acreditamos que estar próximos dos nossos pacientes é fundamental para o sucesso do diagnóstico e tratamento. Nesse sentido, a mãe do Davi conta como um acompanhamento individualizado e acolhedor pelos profissionais de saúde traz mais segurança à família: “Isso pra mim é muito importante aqui dentro. Eles não veem apenas o paciente do 608, eles veem o Davi Ângelo. Algo que me chamou muito a atenção, que eu indico para todas as mães, é que o Sabará é uma instituição onde eles escutam a família e a família participa ativamente do cuidado. Então, isso pra mim é um diferencial tremendo”. 

 

Família também precisa de atenção

Na nossa UTI pediátrica recebemos crianças que precisam de cuidados e/ou tratamentos especiais. Entre as variadas situações atendidas, estão pacientes vindos do centro cirúrgico em pós-operatório de grandes cirurgias, como as cardíacas ou as neurocirurgias, e também os pequenos que apresentam alguma doença ou distúrbio que necessite de um acompanhamento permanente. Nesses casos, os familiares estão ainda mais fragilizados. Dessa forma, buscamos entender como eles estão lidando emocional e socialmente com a hospitalização.

Um dos momentos em que nos aproximamos mais da família é durante a visita multidisciplinar, quando a equipe de enfermagem juntamente com médicos diaristas, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e outros especialistas que estão acompanhando o caso da criança, conversam com os pais para explicar o plano terapêutico e os cuidados com o pequeno. Na ocasião, os profissionais também buscam criar oportunidades de trocas e de maior contato com os pais. “A primeira coisa antes de olhar a doença, observamos a família, porque mesmo quando uma criança  possui um diagnóstico praticamente idêntico a outra, entendemos que a situação e a maneira em lidar com a família  podem ser  completamente diferentes. Então, conseguimos  traçar o perfil da família  e a melhor forma de lidar. E a partir dali, entendemos  como devemos caminhar”, afirma Franco.

Na UTI pediátrica, as crianças são monitoradas de forma completa 24 horas por dia. E no nosso hospital, pais e mães podem acompanhar seu filho durante todo o tempo. Um diferencial importante, pois consideramos que a participação ativa dos pais pode refletir significativamente em melhores resultados no tratamento da criança.  

Criança hospitalizada também tem desejos 

Durante a internação, a equipe de enfermagem é uma das mais próximas da criança e dos pais ao acompanhar no dia a dia os sentimentos e dificuldades vividos por eles durante a hospitalização. Não por acaso, muitas vezes, é a enfermagem quem escuta primeiro o pequeno expressar alguma vontade ou saudade do que teve que se separar durante o período no hospital. 

Dentro do possível, a equipe de enfermagem – juntamente com outros setores – busca realizar alguns desses desejos manifestados pelos pequenos. Uma forma de proporcionar aos pacientes um cotidiano que ultrapasse o contexto do adoecimento, dando espaços para fomentar sonhos e permitir que eles vivam experiências importantes durante a infância e adolescência. 

Nesse sentido, Franco compartilha que às vezes a criança tem, por exemplo, desejo em comer um doce, uma pizza, que talvez naquele momento não seria possível, porém a equipe se mobiliza  na tentativa de conseguir realizar aquela vontade, que para nós pode parecer um simples ato, mas para criança tem um valor imenso. Ela ainda destaca o quanto ouvir os pequenos é importante para trazer mais segurança para eles no enfrentamento do adoecimento, e compartilha uma das situações que a equipe se mobilizou para atender o pedido de um paciente. “Era uma criança que ia fazer uma cirurgia cardíaca, uma cirurgia grave, com risco realmente de morte, e ela teve uma necessidade de rever o bichinho de estimação, que era um coelho, antes da cirurgia. A gente correu, e a família também, para fazer toda a ação; tentamos a liberação excepcional com o CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar) para que ele visse realmente o coelhinho dele, e deu tudo certo”.

As ações compartilhadas aqui realizadas pela equipe de enfermagem são apenas alguns exemplos do atendimento acolhedor e respeitoso que se espalham por todo o nosso hospital. Os profissionais do Sabará, em suas diferentes atividades, trazem em comum o compromisso de cuidar das nossas crianças com carinho, tornando mais positiva suas experiências com o ambiente hospitalar. 

Para conhecer mais como a humanização faz parte do nosso atendimento, viste as páginas abaixo:

Direito à infância: a importância da humanização no atendimento de crianças hospitalizadas

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/direito-a-infancia-a-importancia-da-humanizacao-no-atendimento-de-criancas-hospitalizadas/

 

Rede de Humanização

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/rede-de-humanizacao-2/ 

 

A Humanização Hospitalar

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/rede-de-humanizacao/a-humanizacao-hospitalar/ 

 

Uma história de anjos

https://institutopensi.org.br/blog-saude-infantil/uma-historia-de-anjos/

 

Suporte para os momentos difíceis

https://www.hospitalinfantilsabara.org.br/suporte-para-os-momentos-dificeis/

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