Profissional do Sabará quer ser ultramaratonista - Hospital Sabará
Profissional do Sabará quer ser ultramaratonista
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Profissional do Sabará quer ser ultramaratonista

Uma passagem difícil na vida de Karina Pinto, supervisora de Processos e Projetos do Sabará Hospital Infantil, foi o gatilho para ela começar a correr. Calçou os tênis, deu os primeiros passos e em pouco tempo já estava correndo quilômetros em direção a uma vida totalmente diferente da que tinha.

Logo na primeira prova, 5 km em uma montanha de Maresias (litoral de São Paulo), Karina chegou em 7º lugar. Um ano e meio depois, estava no Deserto do Atacama, correndo 23 km, e chegou em 3º lugar em sua categoria. Em 2017, com apenas 2 anos de experiência na corrida, fez sua primeira maratona, no Rio de Janeiro, e a segunda, em Berlim (Alemanha), correndo uma das seis principais maratonas do mundo.

Parece que Karina nasceu para isso. Mas não tem nada de sorte ou acaso. Além de muito treino e suor, ela tem um planejamento estratégico, acompanhado de perto por um treinador. Tem planilha, metas a cumprir e acompanhamento quase diário de sua evolução. É um projeto, como aqueles que ela toca aqui no Sabará, mas nesse caso, projeto de vida.

“É tudo muito planejado. Eu faço o cronograma com as provas que eu pretendo ir no próximo ano. Tenho acompanhamento com mais dois profissionais, onde trabalho força, mobilidade, equilíbrio etc. através de aulas de funcional e Pilates e acompanhamento com nutricionista esportiva. Tenho algumas conquistas que quero ter e elas não tem a ver com premiação, tem a ver com o meu desenvolvimento”, explica. Não é uma questão de corpo atlético ou troféus, é uma questão de superação. “Com relação à corrida eu sou muito determinada, quando eu quero uma coisa eu vou atrás”, diz Karina. É quase como um jogo, onde a próxima fase é sempre mais difícil e a gente não consegue parar de jogar.

 

Qualidade de vida

O esporte mexeu com vários aspectos da sua vida: melhorou sua pele, seu corpo, sua alimentação, seu sono, seu bem-estar e até sua vida profissional. “Durante o meu treino eu penso em um monte de coisas e até consigo resolver alguns problemas”, conta Karina. Além disso, a corrida deu uma determinação maior em vários aspectos da vida.

Acabaram suas crises de enxaqueca e até as dores de cabeça mais leves somem quando ela corre. Serve como uma terapia nos momentos em que fica nervosa, preocupada ou triste. Correr a ajuda a parar de remoer pensamentos negativos. “Traz uma paz que muitas vezes você não tem, uma outra energia”.

“Eu passei a cuidar mais de mim, passei a me dedicar mais a mim mesma e comecei a ter mais ânimo para fazer as coisas”, conta.

 

Superação

Karina começou a correr depois dos 35 anos. A maior prova de que não tem idade para iniciar um esporte é sua mãe, que entrou na corrida aos 57 anos. Aliás, toda a família é esportista. Os irmãos também correm e sua irmã é ultramaratonista – já correu 102 km.

Por falar em ultramaratona, o sonho de Karina é correr os 166 km da Ultra Trail de Mont Blanc (UTMB), que passa pelas montanhas da França, Itália e Suíça. Mas para chegar até lá, vai demorar um tempinho. Isso porque, para correr um trecho de “apenas” 56 km, chamado de OCC (Orsières-Champex-Chamonix), a Karina precisa atingir determinada pontuação e depois se inscrever para um sorteio. Caso tudo dê certo, ela fará essa prova de 56 km em 2019.

A corrida Mont Blanc é do tipo “montanha”, a preferida de Karina. Apesar de já ter feito provas em asfalto (maratonas do Rio de Janeiro e de Berlim), gosta mesmo é de correr em meio à natureza. Apesar das subidas e obstáculos encontrados nas trilhas, para Karina é um ambiente mais acolhedor e de paz. E mais desafiador também.

 

Yes, you can

Karina não consegue mais imaginar sua vida sem a corrida. “É uma coisa que eu amo fazer. Não é fácil, é difícil acordar cedo, ter que fazer seus treinos, manter uma dieta balanceada (já que eu adoro comer), mas tem que ter determinação”, diz.

Sua chefe até brinca com ela: faça isso com a dedicação que você tem na corrida!

“No dia seguinte da minha primeira maratona, depois de correr os 42 km, eu estava sentindo que era uma super mulher. Você sente que é uma pessoa melhor, sente que pode qualquer coisa. Se você supera aquilo, supera outras coisas. Isso vai te ajudando a enfrentar os problemas de maneira mais fácil”, conta Karina.

Tags: saúde, corrida, esporte, profissionais, profissional, correr, maratona

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