Especialista responde as principais dúvidas sobre a limpeza do umbigo do bebê  - Hospital Sabará
Especialista responde as principais dúvidas sobre a limpeza do umbigo do bebê 
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Especialista responde as principais dúvidas sobre a limpeza do umbigo do bebê 

Durante a gestação o bebê esteve ligado à mãe através do cordão umbilical. É por esta estrutura – formada por duas artérias e uma veia, envolvidas por um tecido gelatinoso chamado geleia de Wharton – que o neném permaneceu conectado à placenta recebendo oxigênio e nutrientes. No nascimento, essa função vai aos poucos parando de existir    

 

Ao deixar o corpo da mamãe, o bebê passa por várias adaptações: começa a respirar por seus próprios pulmões, vai estabilizando sua circulação sanguínea e se habituando às diferenças de pressão entre o interior do útero e o ambiente externo. Por isso, a recomendação é que se aguarde o cordão parar de pulsar para cortá-lo.      

 

A Organização Mundial de Saúde orienta que o corte tardio do cordão umbilical seja feito em todos os nascimentos, além de apontar o benefício do procedimento na redução da anemia infantil. “A recomendação é baseada na compreensão de que o atraso do clampeamento do cordão umbilical permite a passagem continuada do sangue da placenta para o bebê durante mais 1 a 3 minutos após o nascimento. Esse breve atraso é conhecido por aumentar as reservas de ferro do bebê em até 50% aos 6 meses de idade nos bebês nascidos a termo [bebês nascidos entre 37 a 42 semanas de gestação]”, destaca a entidade. 

 

Pronto, depois que o bebê recebeu os primeiros cuidados da equipe médica, o que acontece? Agora, o que fica é o coto umbilical – pequena parte de pele que restou após o corte do cordão umbilical. Esse pedacinho remanescente preso à barriguinha do bebê irá cicatrizar e dará origem ao umbigo. E é nesse momento, de continuar os cuidados em casa, que gera muitas dúvidas e receios para diversas famílias.  

 

Para auxiliá-las nessa missão, conversamos com a pediatra hospitalista da Unidade de Internação do Sabará Hospital Infantil, Giuliana de Freitas Fongaro. A médica respondeu aos principais questionamentos sobre o assunto e também falou sobre alguns mitos que envolvem o umbigo dos bebês. Aproveite esse papo direto com a nossa especialista! 

 

1) O recém-nascido, quando retorna para casa, ainda está com o coto umbilical. Muitos pais e mães têm receios em fazer a limpeza. Como realizar a higienização durante esse período? E com que frequência?

Dra. Giuliana Fongaro: Quando o recém-nascido volta pra casa, o coto ainda está em forma de uma “geleia/gelatina”, esbranquiçado com consistência de borracha. Ele deve ser higienizado no banho, lavado com água e sabão neutro e, em seguida, deve-se manter o local bem seco. Também, sempre durante as trocas de fralda, deve ser higienizado com um cotonete com álcool 70%. O importante é lembrar de não deixar úmido, e sempre fazer a higienização das mãos do cuidador antes do procedimento.

 

2) Por que é importante fazer a limpeza da região umbilical?

Dra. Giuliana Fongaro: A região do coto umbilical é colonizada por bactérias, assim como a pele. Quando não fazemos a higiene adequada, podemos ter o risco de uma infecção nesse local chamada onfalite.

 

3) Para o bebê, o coto é uma região dolorida ou é uma pele morta? 

Dra. Giuliana Fongaro: O coto umbilical não dói. O bebê pode às vezes “reclamar” durante a higiene, pois pode sentir um geladinho e pela própria manipulação do local, mas não sente dor porque não há terminações nervosas na região.

 

4) Há muitos mitos e crenças populares sobre a região umbilical do bebê, como amarrar faixas, colocar moeda para evitar hérnia, não dar banho no bebê até que o coto caia. Quais situações a senhora mais viu em consultórios e que seria importante desmitificar?

Dra. Giuliana Fongaro: Sabemos que não devemos colocar faixas, moedas ou qualquer outra coisa no local. O importante é a higienização, deixar o local seco e sempre trocar a fralda quando estiver úmida. É normal o recém-nascido ter o umbigo mais estufado, não precisamos fazer nada nesse momento quanto a isso. Colocar faixas, moedas ou qualquer outro tipo de coisa aumenta o risco do local ficar úmido e, portanto, aumenta a chance de infecção.

 

5) Após a queda do coto, no período previsto entre 7 e 15 dias depois do parto, como os pais devem prosseguir com a limpeza da região que fica a cicatriz – o umbigo? E com quanto tempo o umbigo já pode ser considerado totalmente cicatrizado?

Dra. Giuliana Fongaro: Após a queda do coto, devemos continuar limpando com álcool 70% até que não haja sujeira no local. É comum após a queda que ainda fique com um pouco de sangue no local. O umbigo é considerado cicatrizado quando está seco e sem sujeira.

 

6) Com o umbigo cicatrizado, quando as crianças estão maiores, como devemos ensiná-las a limpá-lo? Muitas colocam o dedinho durante o banho ou os pais usam cotonetes, é correto?

Dra. Giuliana Fongaro: Após a cicatrização do umbigo, se deve continuar a higienização durante o banho apenas com água e sabão, sem introduzir nada no local. 

 

7) Por fim, em quais situações, os pais devem procurar pelo pediatra?

Dra. Giuliana Fongaro: Os pais devem procurar o pediatra sempre que houver vermelhidão em volta do local, saída de secreção amarelada/purulenta, mau odor e se houver sangramento vivo no local.

 

Caso necessite de atendimento para o seu filho, nossos especialistas estão disponíveis para consulta via telemedicina, e os agendamentos podem ser feitos diretamente pelo nosso site. Você também pode entrar em contato através do telefone (11) 3155-2800. No nosso site, também é possível conferir os planos de saúde atendidos pelo nosso hospital.

 

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