Ecocardiograma fetal salva a vida de bebê cardiopata que hoje, aos 04 anos, tem uma rotina normal - Hospital Sabará
Ecocardiograma fetal salva a vida de bebê cardiopata que hoje, aos 04 anos, tem uma rotina normal
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Ecocardiograma fetal salva a vida de bebê cardiopata que hoje, aos 04 anos, tem uma rotina normal

Todo o amor do mundo cabe dentro de um coração. E quando o coração de um bebê começa a dar as primeiras batidas, ele transborda esse amor para todos os que estão por perto. E com os pais do Gustavo Sousa, Juliana Aguiar Souza e Daniel Felipe de Sousa, não foi diferente.

No início da gravidez, Gustavo que é o filho único do casal, foi tranquilo e não apresentava nenhuma alteração no ultrassom morfológico. Entretanto, o segundo, que foi na 24ª semana de gestação foi constatada uma arritmia cardíaca. Na 30ª semana, por meio do exame de ecocardiograma fetal, foi confirmado que Gustavo apresentava uma cardiopatia congênita – síndrome do coração esquerdo hipoplásico.

“A síndrome de hipoplasia do coração esquerdo é uma cardiopatia congênita na qual o lado esquerdo do coração é pequeno e não consegue manter uma quantidade de sangue adequada capaz de fornecer oxigênio para o corpo. A chance de óbito e complicações são altas se o diagnóstico não for feito logo após o nascimento. Hoje temos a tranquilidade de se ter o diagnóstico já no período neonatal com um ecocardiograma e também inclusive contar com intervenções fetais que podem mudar a evolução da doença em determinadas situações”, explica Dra. Lily Mantovan, coordenadora da equipe de cardiologia do Sabará Hospital Infantil.

“Segundo o especialista o Gustavo precisaria operar assim que nascesse ou as chances de vida dele seriam mínimas. Nosso mundo desabou com essa notícia ”, lembra a mãe Juliana Alencar de Souza.

De acordo com o Dr. Gustavo A. G. Fávaro, Cardiologia e Ecocardiografia pediátrica e fetal do Sabará Hospital Infantil, o diagnóstico ainda na gravidez pode salvar muitas vidas. “Realizar a ecodopplercardiografia fetal em torno de 28 semanas pode monitorar as alterações cardiopatas ou variações da normalidade do órgão desde a gestação”.

A partir de então, a saga do pequeno Gustavo teve inicio. Foram duas cirurgias sendo a primeira de Norwood com uma semana de vida e a segunda de Glenn com três meses.

“Sabíamos desde o início que ele teria que passar por mais uma operação. Essa era a mais esperada e temida, a cirurgia de Fontan, que seria feita quando ele estivesse em torno dos 3 aninhos. Apesar de saber dessa necessidade, nunca estávamos preparados para esse dia, mas não havia como fugir e finalmente enfrentamos a ultima etapa”, conta Juliana Aguiar Souza.

E foi nesse momento que Gustavo chegou no Sabará. “Primeiro internamos para fazermos o cateterismo. Dois dias depois, realizamos a cirurgia Fontan, não apresentando nenhuma intercorrência. O coração do pequeno Gustavo exercia sua função como o esperado no pós cirúrgico. Mas, apesar de ter corrido tudo bem, Gustavo deu um novo susto.

“Ele estava muito agitado e nervoso. Alguma coisa o incomodava na mãozinha esquerda durante toda noite e madrugada. Eu desconfie de algo errado e comentei com os médicos e a partir do resultado da tomografia tivemos o diagnóstico de um AVC. O neurologista Dr. Carlos Takeuchi e sua equipe foram excelente e nos passando todas as informações e amparo”, diz a mãe.

Gustavo, que tem hoje quatro anos, é uma criança sem sequelas e tem uma vida ativa como de todas as crianças da sua idade. “Uma batalha começou e é com grande alegria que posso dizer que vencemos. Gustavo hoje ainda no hospital, anda, corre, pula, escreve e fala normalmente. Seu intelectual segue intacto, não foi afetado. Não tenho palavras para agradecer a todos os profissionais que não somente cuidaram do Gustavo, mas também nos acolheram com todo conhecimento técnico e carinho do mundo”, agrade a mãe.

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