Dia Nacional de Conscientização sobre Linfomas

No dia 15 de setembro comemora-se o Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, o terceiro tipo de câncer mais comum na infância, atrás apenas das leucemias e tumores primários de sistema nervoso central.

Há dois tipos de linfomas: o de Hodgkin, que corresponde a 2 a 3% dos tumores malignos pediátricos, e o não-Hodgkin, que corresponde a 5 a 10%. “Estima-se que ocorram aproximadamente 1000 casos por ano de linfomas na faixa etária pediátrica no Brasil. Os linfomas não-Hodgkin são mais frequentes em crianças entre 6 e 10 anos e os linfomas de Hodgkin em pré-adolescentes e adolescentes”, explica a Dra. Lilian Cristofani, hematologista do Sabará Hospital Infantil. Ambos são tipos de câncer do sistema linfático, o sistema de defesa do corpo.

A boa notícia é que o linfoma tem cura. O tratamento é feito com quimioterapia e/ou radioterapia, podendo ser necessário também cirurgia ou transplante de medula óssea. A taxa de sobrevida depende do tipo de linfoma, localização, tamanho do tumor e resposta ao tratamento, variando de 60% a 90%, na maioria dos casos sendo superior a 80%.

 

Sintomas

O linfoma pode estar localizado em diferentes partes do corpo e os sintomas dependem desta localização. Os mais comuns são:

  • Aumento dos gânglios linfáticos (pescoço, axilas, virilha);
  • Febre;
  • Suor excessivo à noite;
  • Perda de peso repentina.

Se o linfoma se desenvolve no abdome, dependendo dos órgãos afetados pelo tumor, pode haver inchaço, dor, perda de apetite, náuseas, vômito, retenção urinária, cansaço, inchaço nas mãos ou pés.

Já no tórax, pode pressionar a traquéia, causando tosse, falta de ar, dificuldade respiratória. Ou ainda pressionar a veia cava, provocando inchaço no rosto, pescoço, braços.

Atingindo o cérebro e medula espinhal, pode causar dores de cabeça, alterações na visão, dificuldade na fala.

Se atingir a pele, pode provocar manchas vermelhas, nódulos ou comichão.

Muitos desses sintomas podem ser causados por outros motivos que não um linfoma, inclusive os gânglios inchados, que podem ser resultado de uma infecção.

De qualquer maneira, se perceber algum desses sintomas, leve seu filho ao médico.

 

Diagnóstico

O diagnóstico começa a ser definido com exames de imagem, como Raio-X, tomografia computadorizada, ultrassom e ressonância magnética. Também é necessária a realização de uma biópsia para definição do tipo de linfoma para prosseguir com o melhor tratamento.

 

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 15/9/2019