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Atresia Pulmonar com Comunicação Interventricular

 

A atresia pulmonar é caracterizada por uma valva pulmonar completamente fechada ou tão rudimentar, que é como se ela não existisse e houvesse um músculo fechando a passagem de sangue do ventrículo direito para a artéria pulmonar. Ou seja, não vai sangue do lado direito do coração para os pulmões. Essa cardiopatia pode ser dividida em dois grandes grupos: a atresia pulmonar com septo interventricular íntegro e a atresia pulmonar com comunicação interventricular e colaterais. Este último tipo é o que será discutido aqui.

Na atresia pulmonar com comunicação interventricular, além do acometimento da valva pulmonar, há também um orifício no septo (“parede”) que separa os ventrículos direito e esquerdo, chamado de comunicação interventricular (CIV).

Se não passa sangue pela valva pulmonar, como o sangue chega nos pulmões? Através de caminhos alternativos, que podem ser colaterais sistêmico-pulmonares ou o canal arterial.

As colaterais sistêmico-pulmonares são vasos que saem diretamente da aorta e chegam a outros vasos dos pulmões. O canal arterial, por sua vez, é um vaso que comunica a aorta e a artéria pulmonar, essencial na circulação intrauterina, e está presente em todo o recém-nascido. O canal também permite que o fluxo de sangue chegue aos pulmões, mas geralmente fecha alguns dias após o nascimento do bebê.

Nessa cardiopatia, devem ser analisadas, sempre, as artérias pulmonares esquerda e direita (dois vasos grandes, ligados um ao outro, ramos da artéria principal que sai do ventrículo direito e por onde o sangue chega aos pulmões). Na atresia pulmonar com CIV, elas podem ser pequenas, muito finas, estarem separadas e até não existirem.

É importante lembrar também que, na atresia pulmonar com CIV, normalmente o ventrículo direito é desenvolvido e tem um tamanho bom, apesar de ser mais musculoso (hipertrófico) do que o habitual.

 



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Perguntas Frequentes

1. Acontece em muitas crianças?
Não. Corresponde de 1,4 a 2% das cardiopatias congênitas e tem prevalência de 7 crianças acometidas a cada 100 mil nascidos vivos.