Pneumonia: como identificar

Tosse, febre, desconforto respiratório. Sintomas que podem ser de um resfriado, uma gripe, uma bronquiolite ou uma pneumonia. Por ter sintomas não muito específicos, a pneumonia pode demorar a ser diagnosticada e tratada, o que é perigoso, especialmente quando falamos de crianças.

Na maioria das vezes causada por uma bactéria, o pneumococo, a pneumonia é uma infecção nos pulmões que, se não tratada, pode até levar à morte. O assunto é sério, já que 800.000 pessoas morrem por ano no mundo por causa da doença, sendo a principal causa de morte de crianças de até 5 anos. E tudo isso é evitável, se a doença for diagnosticada e tratada de maneira adequada.

Por ser uma preocupação global, foi criado o Dia Mundial da Pneumonia, em 12 de novembro, que visa conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção. Este tema está entre os objetivos do milênio: com ações para acabar com as mortes evitáveis por pneumonia infantil até 2030. “Tanto a frequência quanto a mortalidade por pneumonia variam muito de país para país. Quanto pior é a condição sócio-econômica de uma população, maior a probabilidade de ocorrer pneumonias graves ou mortes por pneumonia”, conta a Dra. Maria Helena Bussamra, pneumologista do Sabará Hospital Infantil.

 

Como detectar

Além dos sintomas já mencionados, os casos mais graves de pneumonia podem apresentar dor torácica, prostração, inapetência e vômitos.

“Se for um quadro respiratório de tosse, obstrução nasal e febre por mais de três dias, é interessante que a criança seja examinada. Se começou com sintomas de resfriado e na evolução passou a apresentar febre, também. Isso é sinal de que pode estar acontecendo uma complicação com pneumonia”, explica a Dra. Maria Helena.

O diagnóstico é essencialmente clínico, pelo padrão respiratório e asculta pulmonar. Pode ser necessário um Raio X de tórax para confirmar e ainda verificar se existe alguma complicação.

 

Mas, afinal, como prevenir?

A vacina pneumocócica é uma das maneiras de prevenir a pneumonia já que evita as formas graves da doença em caso de contágio pelo pneumococo e diminui a intensidade dos sintomas.

“Quando tem uma comunidade amplamente vacinada contra o pneumococo, diminui a circulação dessa bactéria, porque diminui o estado de portador dela na garganta. Assim, acaba reduzindo a frequência de pneumonias. Como proteção coletiva, a vacina é bem bacana na redução de doença pneumocócica como um todo”, esclarece a Dra. Maria Helena.

A vacina de gripe também é importante, já que uma pessoa contaminada pelo vírus da gripe fica mais exposta às bactérias causadoras da pneumonia. “O vírus cria um ambiente bom para a instalação de uma bactéria porque ele lesiona a mucosa respiratória e compromete a defesa do organismo”, explica a médica.

 

Tratamento

O tratamento da pneumonia é feito com antibióticos e pode ser hospitalar ou domiciliar, dependendo do estado geral da criança.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 11/11/2019