Visão geral

A engenharia clínica é uma manutenção especializada, responsável pelos equipamentos eletromédicos ou biomédicos. O setor é encarregado pelo cuidado de todos os equipamentos usados por profissionais da saúde, de pequeno e grande porte: desde um termômetro infravermelho até os aparelhos de Tomografia, Raio X e Ressonância Magnética. Todo equipamento que serve para aferir dados do paciente deve passar por uma verificação da equipe de engenharia clínica.

O setor tem algumas rotinas para garantir o bom funcionamento dos equipamentos. Diariamente, um técnico da engenharia clínica faz uma ronda em todo o prédio do Hospital, com ênfase maior em alguns setores específicos, que são mais críticos. Essa é a rotina preditiva, que consiste em fazer algumas verificações, como a checagem do nível do Hélio na Ressonância Magnética.

Além disso, há as manutenções preventivas, que são programadas de acordo com o manual do fabricante do equipamento. Nesses casos, a equipe de engenharia clínica para o equipamento para fazer revisões, ajustes e uma aferição. Também é feita a calibração de todos os equipamentos com uma empresa terceirizada.

Quando ocorre uma falha em algum aparelho, a equipe é acionada para a manutenção corretiva. Um diferencial da engenharia clínica do Hospital Infantil Sabará é que o técnico trabalha com um tablet, o que agiliza o processo.

O que fazemos de diferente

Nas manutenções, o Sabará só utiliza acessórios e peças originais do fabricante. Isso garante a segurança do paciente.

A maior parte dos nossos equipamentos são configurados especialmente para as crianças, como o ventilador, o aparelho que auxilia na respiração de pacientes entubados. Há módulos ventilatórios específicos para a pediatria. Outro exemplo é o sensor de oximetria (aquele que é colocado no dedo para verificar a oxigenação no sangue do paciente): usamos um modelo menor, específico para o dedo das crianças, que garante uma medição mais precisa.

O novo aparelho de Raio X, implementado em 2017, tem um software pediátrico, que calcula a densidade do paciente e emite a quantidade de radiação que ele precisa. Também armazena a quantidade de radiação que o paciente tomou num certo período, para que o limite seja controlado.

Conheça o time

Há 6 funcionários na equipe de engenharia clínica do Sabará, todos têm CREA (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia).

 

Maciel Silva

Supervisor

Graduado em farmácia bioquímica na Universidade Nove de Julho, tem curso de eletrônica ETEC Albert Einstein. Fez especialização em Engenharia Clínica no Hospital Israelita Albert Einstein e também é especialista em práticas e técnicas laboratoriais pela Universidade Nove de Julho.

 

Everton Santos

Técnico

Graduado em Engenharia Elétrica na Universidade Cruzeiro do Sul com Curso Técnico em Eletrônica na ETEC Aprígio Gonzaga.

 

Diego Rezende de Morais

Técnico

Técnico de Eletrônica pela Escola CHIP e Mecânica Geral pela escola Senai.

 

Francisco das Chagas

Técnico

Graduado em Tecnologia em Mecatrônica (automação industrial) na Faculdade Anhanguera de São Caetano do Sul. Fez curso técnico em Eletrônica na ETEC Jorge Street de São Caetano do Sul.

 

Luciana Nunes

Técnico

Cursando segundo semestre de graduação em Tecnologia em sistemas biomédicos

pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Curso Técnico em Mecatrônica na Escola Técnica São Francisco de Bórgia.

 

Ana Paula Coelho

Técnico

Técnica em Equipamentos Biomédicos pelo Mariano Ferraz SENAI e Técnica em Eletrônica pelo Francisco de Bórgia.

Qualidade e segurança

Um dos medidores importantes para a engenharia clínica é o Índice de Disponibilidade de Equipamento, que mede quanto tempo determinado equipamento ficou disponível para uso. Quanto mais disponível o equipamento, melhor para o paciente. A meta é 99%, ou seja, os equipamentos devem estar disponíveis para uso em 99% do mês (ou de outro período determinado). A disponibilidade média no Sabará é de 99,49%.

Outro indicador é o de satisfação do usuário, ou seja, uma avaliação feita pelos profissionais de saúde que abrem os chamados para a engenharia clínica.

Há um plano de gerenciamento de equipamentos médicos, onde é feita a classificação de risco (todos os equipamentos são classificados de acordo com seus riscos: se é de alto risco, se é de suporte à vida etc) e é montado um plano de calibração e manutenção. Esse controle é mais um meio de garantir a segurança do paciente.

Engenharia Clínica em números

  • Número de equipamentos do Sabará: 906
  • Número de ordens de serviço atendidas pela área de Engenharia Clínica:  400/mês
  • Disponibilidade média: 99,49%

Informativos para os pais

  • Solicitamos aos pacientes e seus familiares que não mexam nos equipamentos. Se você achar que está acontecendo qualquer problema com um aparelho, chame alguém da equipe da enfermagem;
  • Equipamentos externos (que não são do Hospital) também precisam de homologação. Caso você traga algum equipamento próprio, usado em Home Care, por exemplo, avise a enfermagem, que solicitará a presença de um profissional da engenharia clínica para analisar;
  • Em caso de falta de energia, não entre em pânico. Os equipamentos têm bateria interna, e nobreak (UTI e Centro Cirúrgico) e ainda há um gerador. Sempre haverá uma fonte de energia.

Compartilhe sua experiência




Informações para profissionais

Para trabalhar na área, o profissional precisa ter CREA, preferencialmente com experiência na área hospitalar. Clique aqui para enviar seu currículo.

Caso você seja um profissional de saúde do Sabará Hospital Infantil, orientamos a sempre abrir um chamado no sistema Dínamus, em caso de necessidade de suporte da equipe de engenharia clínica. O tempo de atendimento dependerá da criticidade do equipamento.

Autor: Equipe Sabará

Atualizado em: 03/8/2017