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Síndrome da Pele Escaldada Estafilocócica

É doença causada por toxina epidermolítica, liberada por certas cepas de estafilococos, que quebra a desmogleína 1, presente nos desmossomos. Geralmente, acomete crianças menores de 5 anos.

O diagnóstico pode ser confirmado pelo isolamento de S. aureus coagulase positivo. A toxina epidermolítica se dissemina a partir de um foco de infecção primária, geralmente nariz ou região periorbitária.

O quadro deve ser diferenciado da necrólise epidérmica tóxica, desencadeada por drogas, e cuja clivagem ocorre na derme superficial. Na Síndrome da Pele Escaldada, o exame da pele revela clivagem intraepidérmica na camada granulosa.

Quadro clínico
Caracteriza-se pelo aparecimento de eritema macular e edema em áreas intertriginosas e periorificiais, que se espalha por todo o corpo, poupando áreas pilosas, geralmente precedido por quadro de vias aéreas superiores ou conjuntivite. O estado geral pode estar comprometido, com irritabilidade e febre. A pele começa a exsudar e esfoliar, criando crostas melicéricas e fissuras radiais ao redor da boca e dos olhos, dando à doença seu aspecto característico. Ao longo de dois ou três dias, a camada superficial da epiderme se torna enrugada e pode se desprender com facilidade à fricção leve (Sinal de Nikolsky). Nos dias seguintes, se não houver intercorrência infecciosa, toda pele descama, sem deixar cicatriz ou sequela.

Antibioticoterapia sistêmica deve ser instituída, levando-se em conta a necessidade de erradicar o foco de estafilococos, que, em geral, são resistentes a penicilina e eritromicina. Ao mesmo tempo, antibioticoterapia tópica deve ser usada se houver evidência de infecção secundária nas lesões úmidas.

Autora: Dra. Márcia Regina Monteiro
Fonte: Baseado no texto da autora no Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier