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Sedação e Analgesia em Pediatria

As crianças no pronto-socorro e nos hospitais são frequentemente submetidas a recursos diagnósticos ou terapêuticos que causam dor ou apreensão.

É necessário que, para cada paciente – de acordo com sua capacidade cognitiva e faixa etária –, sejam realizados os procedimentos necessários com menor grau de desconforto possível, com sedação e/ou analgesia adequadas conforme seu quadro clínico, evitando-se riscos.

Conceitos que precisamos definir:

  • Dor: sensação e experiências emocionais desagradáveis relacionadas a lesão real ou potencial ou descritas em termos de tal lesão.
  • Analgesia: alívio da percepção dolorosa sem produção intencional de estado de sedação.
  • Sedação leve: diminuição da ansiedade (apreensão) com a manutenção da consciência.
  • Sedação moderada: é a sedação consciente; estado de depressão controlado durante o qual os reflexos de proteção e a permeabilidade das vias aéreas são mantidos. Paciente responde ao comando verbal e estímulo tátil.
  • Sedação profunda: estado de depressão da consciência controlado, no qual os reflexos e a permeabilidade das vias aéreas podem não estar presentes. Paciente não responde ao estímulo verbal ou tátil.
  • Anestesia: é o estado de inconsciência induzido por drogas, com perda dos reflexos protetores, incapacidade de manter respiração espontânea ou responder a qualquer estímulo verbal, tátil ou doloroso.

A dor é multifatorial, dependente não apenas do grau da lesão inicial que a ocasionou, como também das vivências dolorosas pregressas do paciente em questão. E, ainda, dos aspectos sociais, psicológicos, familiares e culturais nos quais se encontra inserido.

Quando falamos em crianças, devemos acrescentar que não dependemos apenas do relato da dor de acordo com sua capacidade, mas também de suas respostas comportamentais, observadas por seus cuidadores, principalmente no caso de crianças em fase pré-verbal ou com algum déficit neurológico. Não existe um método único para a avaliação da dor em crianças, sendo necessária a adequação da escala conforme sua faixa etária, grau de cognição e situação clínica.

Essa avaliação deverá ser realizada antes e após a sedação e/ou analgesia, para a avaliação de sua eficácia, bem como para o ajuste das doses de maneira adequada.

Autor:
Anna Julia Sapienza
Fonte: Baseado no texto do autor no livro Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier