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Malária

A malária é uma doença infecciosa febril aguda, cujos agentes etiológicos são protozoários transmitidos por mosquitos.

A malária é reconhecida como grave problema de saúde pública no mundo, ocorrendo em quase 50% da população, em cerca de 109 países e territórios. Sua estimativa é de 300 milhões de novos casos e 1 milhão de mortes por ano, principalmente em crianças menores de 5 anos e mulheres grávidas do continente africano.

A região amazônica é considerada a área endêmica do País para malária. Em 2008, no Brasil, aproximadamente 97% dos casos de malária se concentraram em seis estados da região amazônica: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima. Os outros três estados da região amazônica (Maranhão, Mato Grosso e Tocantins) foram responsáveis por menos de 3% dos casos de malária no País.

O quadro clínico típico é caracterizado por febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa e cefaleia, que ocorrem em padrões cíclicos, dependendo da espécie de plasmódio infectante. Em alguns pacientes aparecem sintomas prodrômicos, vários dias antes dos paroxismos da doença, a exemplo de náuseas, vômitos, astenia, fadiga e anorexia.

A decisão de como tratar o paciente com malária deve estar de acordo com o Manual de Terapêutica da Malária, editado pelo Ministério da Saúde, e ser orientada pelos seguintes aspectos:

  1. Espécie de plasmódio. Dependendo da espécie de plasmódio, o paciente vai receber um tipo de tratamento. Derivado da artemisinina (Artemeter-Lumefantrina), é a primeira linha para a malária por P. falciparum. Cloroquina + primaquina é a primeira linha para a malária por P. vivax.
  2. Gravidade da doença.
  3. Pela necessidade de drogas injetáveis de ação mais rápida sobre os parasitos, visando reduzir a letalidade.

Fonte: Ministério da Saúde