A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Z

Hepatite B

A doença:
A transmissão da doença pode acontecer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, relação sexual sem proteção, contato íntimo com portadores crônicos, de mãe para filho durante a gravidez ou na hora do parto.

A evolução da doença é variável, podendo manifestar-se por meio de um quadro agudo de hepatite, com náusea, vômito, mal-estar, olhos amarelados (icterícia) e urina escura, evoluindo para cura. Pode também não apresentar nenhuma manifestação clínica e evoluir de maneira silenciosa para hepatopatia crônica, cirrose hepática e câncer de fígado. A evolução para um quadro crônico é mais frequente quanto mais cedo ocorre a infecção. Assim, crianças infectadas têm maior risco de apresentar doença crônica do que os adultos.

A vacina:
Apesar de existirem grupos de maior risco, como profissionais da área de saúde, usuários de drogas injetáveis, indivíduos submetidos a múltiplas transfusões de sangue e homossexuais masculinos, a doença só apresentou diminuição de incidência quando a vacinação passou a ser adotada de maneira universal.

A vacina é muito segura e eficaz, apresentando uma proteção de mais de 95%. Deve ser aplicada, de preferência, nas primeiras 12-24 horas após o nascimento.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou o esquema de quatro doses: ao nascimento e aos 2, 4 e 6 meses de vida. Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos (eventualmente não vacinados no primeiro ano de vida), a recomendação é de três doses com intervalo de um mês entre primeira e a segunda e de cinco meses da segunda para a terceira.

Tem raros efeitos adversos, podendo ocorrer dor local, inchaço e, mais raramente, febre após a aplicação.