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Fissura Laringo-Traqueo-Esofágica

Resulta do desenvolvimento incompleto do septo traqueoesofágico.

O defeito pode se limitar a uma pequena fissura entre a parede posterior da laringe e o esôfago superior, até uma fissura total, em que existe um tubo único, com comunicação completa entre a laringe, cartilagem cricoide e traqueia na frente e, posteriormente, o esôfago.

O defeito pode ser mais complexo, com atresia esofágica associada. Logo após o nascimento, o recém-nascido começa a apresentar salivação abundante, aspiração maciça para os pulmões, estridor respiratório, choro normal ou mesmo ausência de qualquer ruído durante o choro.

O diagnóstico é inicialmente suspeitado quando o tubo intratraqueal, utilizado para assistência respiratória, desloca-se para o esôfago. Da mesma forma, o posicionamento anterior da sonda nasogástrica, visível na radiografia de perfil, sugere o diagnóstico.

O exame endoscópico sela o diagnóstico. No entanto, às vezes, a fissura não é facilmente visível, pois tende a permanecer fechada durante os movimentos respiratórios. A colocação de um tubo endotraqueal discretamente calibroso promove a separação das bordas da fissura, tornando a visualização mais fácil.

O tratamento é cirúrgico e complexo.