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Filariose

A filariose é causada pelo verme nematoide Wuchereria bancrofti. Sua transmissão se dá pela picada do mosquito Culex quiquefasciatus (pernilongo ou muriçoca) infectado com larvas do parasita.

Após a penetração na pele, através da picada do mosquito, as larvas infectantes migram para a região dos linfonodos (gânglios), onde se desenvolvem até a fase adulta. Na fase aguda, podem aparecer fenômenos inflamatórios, entre eles linfangites e linfadenites, além de sintomas gerais, febre, cefaleia, mal-estar, entre outros. Mais tarde, um período que pode levar meses ou anos, os pacientes podem apresentar linfedema de membros e/ou mamas, no caso das mulheres, e hidrocele nos homens. Erisipelas frequentes e quilúria são outras possíveis manifestações. Pode ainda haver a evolução para formas graves e incapacitantes de elefantíase.

O tratamento do indivíduo microfilariêmico é feito com medicamentos orais durante 12 dias. O tratamento das manifestações clínicas resultantes da infecção pelos vermes adultos está na dependência do tipo e grau de lesão que esses vermes provocaram, e suas consequências clínicas.

Por isso, é preciso evitar a exposição prolongada aos mosquitos da espécie Culex quinquefasciatus nos locais onde ainda ocorre a transmissão.

No Brasil, esses locais estão restritos a bairros periféricos dos municípios da região metropolitana do Recife (Olinda, Jaboatão e Paulista).