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Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, transmitida por vetores artrópodes, que possui dois ciclos epidemiológicos distintos (silvestre e urbano).

Reveste-se da maior importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas. É encontrada nas regiões tropicais da África e América do Sul. Na África, onde tem maior disseminação, é endêmica em 34 países. Na América do Sul, nos últimos 20 anos, sua ocorrência tem sido registrada em 9 países: Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Venezuela e Argentina.

A doença tem caráter sazonal, ocorrendo com maior frequência entre os meses de janeiro a abril, quando fatores ambientais propiciam o aumento da densidade vetorial. No Brasil, no período de 1990 a 2010, ocorreram 587 casos, com 259 óbitos. O maior número de registros (n=104) aconteceu em Minas Gerais (18%), seguido de Maranhão (n=90), Goiás (n=88), Pará (n=84) e Amazonas (n=43).

Dependendo da gravidade, a pessoa pode sentir febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urinária).
Não existe medicamento para combater o vírus da febre amarela. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma Unidade de Terapia Intensiva.

A única forma de evitar a febre amarela é a vacinação. A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É administrada em dose única a partir dos 9 meses de idade e é válida por 10 anos.

A vacina contra a febre amarela é recomendada apenas para pessoas que residem ou viajam para áreas de risco. É essencial lembrar que a doença apresenta altas taxas de letalidade e que a vacina deve ser administrada, no mínimo, 10 dias antes de o indivíduo viajar para as áreas de risco. Atualmente, muitas crianças e adolescentes são adeptos do ecoturismo e viajam para áreas de risco sem que estejam devidamente protegidos contra a febre amarela. Os pediatras devem estar atentos para orientar a população sobre os riscos dessa grave doença, que pode ser prevenida pela administração de uma vacina efetiva (> 95% proteção) e segura.