Displasia do Desenvolvimento (Luxação) do Quadril (DDQ) - Hospital Sabará
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Displasia do Desenvolvimento (Luxação) do Quadril (DDQ)

O quadril é uma articulação “bola-e-soquete”. Em um quadril normal, a bola na extremidade superior do fêmur encaixa firmemente no soquete, que é parte do grande osso da pelve. Em bebês e crianças com displasia do desenvolvimento (luxação) do quadril (DDQ), a articulação do quadril não se formou normalmente. A bola está solta no soquete e pode ser fácil de deslocar.

Embora a DDQ seja mais frequentemente presente no nascimento, ela também pode se desenvolver durante o primeiro ano de vida de uma criança. Pesquisas recentes mostram que os bebês cujas pernas são agasalhadas firmemente com os quadris e joelhos em linha reta estão em um risco significativamente maior para desenvolver DDQ após o nascimento. Como agasalhar (charutinho) torna-se cada vez mais popular, é importante para os pais aprender a envolver e proteger seus bebês com segurança e entender que quando feito de forma inadequada, pode levar a problemas como a DDQ.

 

Descrição

Em todos os casos de DDQ, o soquete (acetábulo) é raso, o que significa que a bola do fêmur não pode se encaixar firmemente no soquete. Às vezes, os ligamentos que ajudam a manter a articulação no lugar são esticados. O grau de afrouxamento do quadril, ou instabilidade, varia entre as crianças com DDQ.

  • Deslocados. Nos casos mais graves de DDQ, a cabeça do fêmur está completamente fora do soquete.
  • Deslocável. Nestes casos, a cabeça do fêmur fica dentro do acetábulo, mas pode ser facilmente empurrada para fora do soquete durante um exame físico.
  • Subluxável. Em casos leves de DDQ, a cabeça do fêmur é simplesmente solta no soquete. Durante um exame físico, o osso pode ser movido dentro do soquete, mas não deslocado.

No Brasil, 1 a 2 crianças podem desenvolver displasia para cada 100 nascidos.

Causa

A Displasia do quadril tende a ser familiar, com maior incidência entre membros de uma família. Pode estar presente no quadril e em qualquer indivíduo. Geralmente afeta o quadril esquerdo e é predominante em:

  • Meninas
  • Crianças primogênitas
  • Bebês nascidos na posição de nádegas (especialmente com os pés para cima dos ombros). A Academia Americana de Pediatria agora recomenda ultrassonografia para triagem de todos os bebês meninas nascidas na posição de nádegas
  • História familiar de DDQ (pais ou irmãos)
  • Oligohidraminos (baixos níveis de líquido amniótico)