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Convulsões ou epilepsia

Convulsões são alterações involuntárias e transitórias da consciência, comportamento, atividade motora e função autonômica causadas por uma atividade cerebral anormal. Estado de mal epiléptico é definido como crise contínua ou recorrente, sem recuperação da consciência de duração superior a 30 minutos. Ocorrem em até 10% das crianças, sendo a desordem neurológica mais comum.

A incidência de epilepsia na infância é de 70.1 por 100.000 crianças menores de 2 anos. A incidência de encefalopatia epiléptica em torno de 29% em estudo prospectivo. Dentro das encefalopatias epilépticas a Sindrome de West é a mais frequente com uma incidência de 25-42 por 100.000 crianças em um ano, seguida de Dravet com 1 a cada 22000.

 

Crise convulsiva febril
É a causa mais comum de convulsão em crianças. Mais frequente entre 6 meses e 5 anos. A chance de recorrência é maior quanto menor for a criança. A causa é desconhecida: parece que a febre diminui o limiar convulsivo em crianças susceptíveis. Pode haver predisposição genética.

O manejo inicial é afastar a causa infecciosa, principalmente na primeira crise.

O tratamento inclui medidas ativas de redução da temperatura corpórea com antipiréticos e outros métodos. Muitas vezes, não há necessidade de anticonvulsivante, pois a crise cessa espontaneamente. Porém, se ela persiste por mais de cinco minutos, o manejo deve ser igual ao de outras crises.

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Sintomas

Os sintomas são variados podendo estar ou não associados à perda de consciência. Podem ocorrer movimentos descontrolados nos braços e pernas, com contraturas musculares intensas (crises tônico-clônicas generalizadas).

Outras crises são menos evidentes com uma desconexão da pessoa do ambiente, mantendo um olhar vago ou parado e movimentos mastigatórios discretos, por exemplo.



Diagnósticos

O tipo de crise permite que o médico, a partir do exame clínico, saiba qual é a região do cérebro associada às descargas elétricas anômalas.

O segundo passo na investigação é a realização do Eletroencefalograma (EEG) para o estudo aprofundado do foco epiléptico, seguido pelos exames de imagem, como Tomografia e Ressonância Magnética, com a finalidade de descartar lesões tumorais e malformações cerebrais específicas.

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Tratamento

O tratamento depende do tipo de crise, havendo inúmeras medicações indicadas para cada caso.

Nos casos em que é possível a identificação de um foco epileptogênico (região cerebral que origina a descarga elétrica que causa a convulsão), o tratamento cirúrgico é uma opção. O objetivo da cirurgia é retirar ou desconectar esta região evitando a origem ou a propagação da descarga elétrica. Existem várias técnicas para este fim, de invasividade mínima, alto grau de segurança e controle adequado das convulsões.