Conjuntivite Neonatal - Hospital Sabará
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Conjuntivite Neonatal

  • Gonocócica: é a mais grave, aparecendo, geralmente, entre o terceiro e o quinto dia, sendo chamada de hiperaguda por produzir secreção purulenta copiosa, bilateral, com potencial de perfuração corneana e perda do olho. Deve ser tratada prontamente, com tratamento tópico e sistêmico com antibióticos.
  • Clamídia: de aparecimento mais tardio, entre o quinto e o décimo quarto dia, apresentando secreção mucoide, edema palpebral e edema conjuntival. O tratamento é feito com antibiótico sistêmico e, como adjuvante, tópico.

Conjuntivites tóxicas ou químicas

  • Causadas por exposição da conjuntiva a substâncias irritantes ou mesmo a drogas usadas cronicamente para tratamento de doenças oculares, como antiglaucomatosos, antivirais, mióticos.
  • Irritantes comuns: sabões, cosméticos, “sprays” (perfumes, desodorantes para cabelo), fumaça de cigarro, fertilizantes e vários ácidos e álcalis. Até a poluição atmosférica pode ser causa de conjuntivite química.
  • Tratamento – como regra geral, a irrigação imediata e abundante dos olhos com água ou solução salina é mandatória nos casos de contaminação química, principalmente quando se tratar de ácidos ou álcalis.
  • Suspensão do uso do agente causador associada ao uso de lágrimas artificiais e vasoconstritores por curto período é o suficiente.
  • Conjuntivite química do recém-nascido: causada pelo uso do colírio de nitrato de prata a 1% para prevenção da conjuntivite gonocócica (Método de Credé). Manifesta-se no primeiro ou segundo dia, caracterizando-se por vermelhidão, secreção mucoide e lacrimejamento. O tratamento consiste no uso de lágrimas artificiais, limpeza e compressas frias. Os sintomas desaparecem por volta do quarto dia.

Autor: Dr. Arthur Ferreira Soares
Fonte: Baseado no texto do autor no Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier