Cálculo Urinário ou Litíase Urinária - Hospital Sabará
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Cálculo Urinário ou Litíase Urinária

O surgimento de cálculos nas vias excretoras urinárias pode se manifestar clinicamente como quadro doloroso agudo de origem no trato urinário, acompanhado ou não de hematúria. A intensidade e a localização da dor dependem do grau de obstrução ao fluxo urinário, decorrente do tamanho do cálculo e de sua localização, repercutindo com graus variáveis de hidronefrose.

A dor pode ser abdominal, de localização mal definida, lombar, nos flancos e fossas ilíacas, e mesmo no hipogástrio. Pode ser em cólicas, intermitente ou contínua, e estar acompanhada de náuseas e/ou vômitos e também de hematúria. O acometimento da uretra por cálculos é raro, mas se manifesta por dor aguda no pênis e dificuldade de fluxo uretral. Ao exame físico podem-se observar fácies de intenso sofrimento, choro forte, palidez cutânea, dor à palpação dos flancos, fossas ilíacas e hipogástrio, punho-percussão lombar dolorosa.

Diagnóstico:

  • Exame de urina com hematúria.
  • Ultrassonografia com imagem sólida no interior.
  • Tomografia computadorizada helicoidal (TC) de abdome e pelve é atualmente exame diagnóstico padrão para os cálculos das vias urinárias. Mesmo cálculos de diâmetro muito pequeno, não visibilizados ao US, podem ser detectados pela TC.
  • Urografia excretora ainda tem seu valor nos casos de dúvida diagnóstica, principalmente nos cálculos de localização ureteral.

Tratamento inicial:

  • Controle da dor com analgésicos e antiespasmódicos, anti-inflamatório em pacientes com idade a partir da pré-adolescência, antieméticos.

Tratamento urológico:

  • Se a eliminação espontânea do cálculo não ocorrer ou se os sintomas dolorosos não regredirem e a hidronefrose persistir, estão indicados os procedimentos de retirada endoscópica ou litotripsia extracorpórea por ondas de choque. A nefrolitotomia percutânea em crianças ainda é procedimento de pouca indicação, e os procedimentos laparoscópicos, como a pielolitotomia, podem ser benéficos como abordagem minimamente invasiva. A abordagem cirúrgica aberta atualmente tem sido pouco realizada.

Autor: Dr. Jovelino Quintino de Souza Leão
Fonte: Baseado no texto do autor no livro Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier