Cálculo Renal (Pedra no Rim) - Hospital Sabará
 
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Cálculo Renal (Pedra no Rim)

As crianças podem ter cálculo renal, ou pedra no rim, e este fato é cada vez mais reconhecido na pediatria.  As pedras nos rins são exatamente o que o nome sugere: pequenas pedras que se formam nos rins e no trato urinário. São feitas de sais e minerais que normalmente estão na urina. Às vezes, esses sais e minerais se aglomeram e formam pequenas pedras.

Cerca de 15 a 20% das crianças não apresentam sintomas. Nessas crianças, as pedras nos rins podem ser visualizadas quando fizerem um exame de imagem, como raio-X ou ultrassom, por outro motivo.

Além disso, a apresentação da pedra no rim (nefrolitíase) pode variar, sendo que as  pequenas não apresentam o clássico início de dor intensa no flanco comumente observado em adultos e adolescentes. Como resultado, as crianças são frequentemente avaliadas para outras condições antes que o diagnóstico de nefrolitíase seja feito.

As pedras nos rins geralmente são eliminadas do corpo quando a criança urina. Mas, às vezes, uma pedra no rim pode ficar presa no ureter, na bexiga ou na uretra.

 

Causas

Uma pedra nos rins geralmente se forma quando substâncias normalmente encontradas na urina, como cálcio, oxalato, cistina ou ácido úrico, estão em níveis elevados. Saber do que é feita a pedra é importante para decidir qual tratamento usar. Esta investigação pode ser feita com exames especiais de urina e de sangue.

Se for evidenciado algum distúrbio, normalmente orienta-se adequação da dieta, aumento da ingestão de água e, quando necessário, uso de medicamentos para evitar a formação de novas pedras. Crianças que desenvolvem pedras nos rins (cálculos renais) têm uma chance significativa de desenvolver cálculos no futuro. Estudos estimaram que as chances estão entre 30 e 65%. Desta forma, o acompanhamento com nefrologista pediátrico é fundamental para evitar o desenvolvimento de novas pedras.

Se o seu filho for diagnosticado com pedras nos rins, siga as instruções do médico.

 

Fatores de risco

  • Histórico familiar de cálculos renais
  • Dieta rica em proteínas e sal
  • Desidratação
  • Obesidade
  • Doenças renais
  • Uso de alguns medicamentos

 

Sintomas

Os sintomas podem variar de zero, no caso de pedras silenciosas (pedras que ainda estão no rim e não se deslocaram para o ureter), para dor de forte intensidade, devido à obstrução do fluxo urinário. Quando a pedra está migrando, as crianças podem apresentar:

  • dor no abdome, flanco (lateral), costas ou virilha (50 a 75%)
  • sangue na urina = hematúria (30 a 55%)
  • micção frequente ou urgência para urinar (10%)
  • náuseas e/ou vômitos (56%)

Se o seu filho apresentar os sintomas listados acima, leve-o ao pronto socorro pediátrico o mais rápido possível. Pedras nos rins podem bloquear o fluxo de urina e causar infecções.

 

Diagnóstico

O pediatra fará um exame clínico e solicitará exames de urina da criança para avaliar a presença de infecção e/ou de hematúria.

Normalmente é solicitado exame de imagem, como ultrassonografia dos rins e vias urinárias e, quando necessário, tomografia computadorizada.

Estes exames podem mostrar se uma pedra no rim está causando os sintomas. Se o seu filho tiver uma pedra, os exames de imagem também podem mostrar seu tamanho e sua localização.

 

Tratamento

O tratamento consiste em duas fases:

Na primeira fase, é alívio do quadro de dor e da infecção urinária e/ou da obstrução, se presentes.

O tratamento da fase aguda dependerá:

  1. Do tamanho, tipo e localização da pedra;
  2. Da intensidade da dor. Se tem associação com quadro de vômitos ou não;
  3. Se a criança consegue ingerir líquidos e manter-se hidratada somente com líquidos administrados por boca;
  4. Se tiver infecção urinária associada;
  5. Se a pedra estiver bloqueando a passagem da urina.

Se a pedra for pequena e causar apenas sintomas leves, a criança poderá ficar em casa e esperar que ela seja eliminada. As orientações, para este caso são: beber muita água e tomar remédios para alívio da dor e para facilitar a passagem da pedra. Normalmente, solicita-se que a criança faça xixi em uma peneira para que a pedra seja vista quando sair e, posteriormente analisada no laboratório.

Se o seu filho tiver dor de forte intensidade que não passa com os analgésicos prescritos ou tiver dificuldade para tomar líquidos ou se estiver vomitando, pode ser necessário que ele seja hospitalizado para receber fluidos através de soro na veia (intravenoso). O médico indicará remédios intravenosos para alívio da dor e dos vômitos e, se necessário, antibióticos, até que a pedra seja eliminada.

Cirurgia:

Uma cirurgia pode ser necessária se o cálculo:

  • For muito grande ou estiver crescendo
  • Causar sangramento ou ferimentos no rim
  • Causar infecção
  • Bloquear o fluxo urinário
  • Não for eliminado sozinho

Um ou mais tratamentos cirúrgicos podem ser usados ​​para eliminar uma pedra no rim. Podem ser realizados: litotripsia por ondas de choque, ureteroscopia ou, mais raramente, a nefrolitotomia percutânea para os cálculos muito grandes. A decisão sobre a melhor abordagem cirúrgica dependerá de cada caso particular.

A segunda fase consiste em investigação da existência de alguma doença que possa facilitar a formação de novos cálculos. Esta fase de investigação é feita pelo nefrologista pediátrico, de forma ambulatorial. Os exames não são realizados até que a criança esteja em casa, ativa, brincando, indo para escola,  seguindo uma dieta normal e tendo concluído qualquer tratamento para infecção do trato urinário.

 

Prevenção

  • Oferecer uma dieta saudável e equilibrada, rica em frutas e vegetais. Evitar excesso de sal (alimentos industrializados)
  • Incentivar a criança a beber bastante água
  • Tratar infecções urinárias rapidamente
  • Manter um peso saudável
  • Consultar um médico se a criança apresentar sintomas de cálculos renais
  • Praticar exercícios físicos.

 

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Leia também: Infecção Urinária

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  • Esta página é apenas informativa e não substitui a consulta médica.
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Atualizado em: 09/04/2024

Dra. Maria Cristina Andrade
CRM 55067



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