Autismo - Hospital Sabará
 
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Autismo

Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do desenvolvimento neurológico, caracterizado por uma alteração da comunicação social e pela presença de comportamentos repetitivos e estereotipados.

Para que o diagnóstico de autismo seja estabelecido, deve preencher os seguintes critérios:

 

1. Déficits clinicamente significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais, manifestadas de todas as maneiras seguintes:

a. Déficits expressivos na comunicação não verbal e verbal usadas para interação social;
b. Falta de reciprocidade social;
c. Incapacidade para desenvolver e manter relacionamentos de amizade apropriados para o estágio de desenvolvimento.

 

2. Padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos duas das maneiras abaixo:

a. Comportamentos motores ou verbais estereotipados, ou comportamentos sensoriais incomuns;
b. Excessivo apego a rotinas e padrões ritualizados de comportamento;
c. Interesses restritos, fixos e intensos.

 

3. Os sintomas devem estar presentes no início da infância, mas podem não se manifestar completamente até que as demandas sociais excedam o limite de suas capacidades.

 

Possíveis Causas do Autismo ou Transtornos de Espectro Autista – TEA

“O autismo não é um transtorno com uma causa, mas um grupo de transtornos relacionados com muitas causas diferentes”

Autismo: Manual para as Famílias – Autism Speaks

As causas que provocam o autismo ou TEA são desconhecidas.

A complexidade desse Transtorno e o fato de que os sintomas e severidade podem variar (Espectro), provavelmente são quadros resultantes da combinação de diferentes genes.

Alguns problemas genéticos acontecem espontaneamente e outros são herdados.

De fato, estudos sugerem uma herdabilidade muito alta, mais ainda quando se considera a presença de traços do espectro autista numa mesma família. Em muitas delas parece haver um padrão de autismo ou deficiência relacionados, apoiando ainda mais a tese de que esses Transtornos têm uma base genética.

Apesar de nenhum gene ter sido identificado como causador de autismo, pesquisadores estão procurando mutações do código genético que as crianças com autismo possam ter herdado.

Estudos recentes indicam também que o autismo não é regido apenas por causas genéticas.

A suposição é que fatores ambientais que tenham impacto no desenvolvimento do feto, como stress, infecções, exposição a substâncias químicas tóxicas, complicações durante a gravidez, desequilíbrios metabólicos podem levar ao desenvolvimento do autismo.

Dentro dos fatores ambientais, pesquisadores detectaram uma maior importância para o risco de TEA dos fatores ambientais individuais, que incluem complicações durante o nascimento, infecções maternas ou a medicação que se recebe antes e após o nascimento, face aos fatores ambientais partilhados pelos familiares.

De acordo com o artigo publicado no The Journal of the American Medical Association – JAMA, uma grande pesquisa feita no Instituto Karolinska, em Estocolmo – Suécia, analisou mais de dois milhões de crianças nascidas nesse país entre 1982 e 2006 e revela agora que a hereditariedade, apesar de muito significativa, só explica metade do risco para se desenvolver autismo. Os restantes dos fatores têm sua origem no ambiente.

A equipe de pesquisadores descobriu ainda que as causas hereditárias, ou seja, a informação genética que os pais transmitem aos filhos, explicam apenas 50% do risco de se vir a desenvolver TEA. Estudos anteriores tinham calculado que era de 80% a 90%. Segundo este novo estudo, o fator ambiental poderá ser, afinal, muito maior do que era assumido.

“Ficamos surpreendidos com as nossas descobertas, já que não esperávamos que a importância dos fatores ambientais no autismo fosse tão forte. Os estudos recentes centravam-se tendencialmente nos genes, mas agora tornou-se claro que precisamos de futuras investigações para identificarmos quais são ao certo estes fatores ambientais”, explica Avi Reichenberg, do Centro Seaver para a Investigação do Autismo, Nova Iorque – EUA, um dos autores do estudo, citado pelo King’s College de Londres. Para este cientista, “da mesma forma que existem múltiplos fatores genéticos a considerar, provavelmente também deverá haver vários fatores ambientais que contribuem para o desenvolvimento do autismo.”

Apesar de extensa pesquisa, não há comprovada ligação entre vacinas e autismo.

Não há cura conhecida para o autismo.

O diagnóstico baseia-se na presença de determinados padrões de comportamento.

Uma vez identificado sinais de autismo ou mesmo estabelecido o diagnóstico (precoce), a intervenção é fundamental para a aquisição dos repertórios de comunicação, socialização, autonomia e motora, fundamentais  para o desenvolvimento da criança.

 

Fonte: http://autismo.institutopensi.org.br/



Tratamento

Não há cura para o autismo. A gravidade dos sintomas pode diminuir com o passar dos anos. A intervenção precoce é benéfica para a criança com autismo e para sua família. As crianças que tiveram uma intervenção de alta intensidade entre 18 e 30 meses de vida apresentaram melhoras em seu QI, linguagem e comportamento. As crianças com autismo respondem bem a programas previsíveis e estruturados. Muitas crianças com autismo aprendem a lidar com suas deficiências. A maioria precisa de assistência e assistência durante toda a vida, enquanto outros conseguem trabalhar e viver de forma independente quando crescem. Crianças com autismo podem se beneficiar do seguinte:

Educação especial

Programas desenvolvidos para atender às necessidades especiais das crianças podem melhorar suas chances de aprendizado. Crianças com autismo podem ter problemas com tarefas atribuídas, concentração e ansiedade . Os professores que entendem a condição podem trabalhar com as habilidades da criança. Os programas devem aproveitar os interesses da criança. Alguns têm melhor desempenho em pequenos grupos, outros em salas de aula regulares com apoio especial. A formação profissional pode preparar jovens adultos para um trabalho.

Serviços de Terapia

Terapias de linguagem, físicas e ocupacionais podem melhorar as atividades de linguagem. Crianças com autismo precisam desenvolver suas habilidades sociais. Os profissionais de saúde mental podem ajudar as famílias a lidar com uma criança com autismo. Os conselheiros ajudam os pais a aprender como lidar com comportamentos.

Análise comportamental aplicada

Análise comportamental aplicada (ACA) é um tipo de programa comportamental. Pode ser usado na escola, em um ambiente terapêutico e em casa. Existem diferentes tipos de programas ACA. Fale com o médico do seu filho sobre o que pode ser útil para o seu filho.

Medicamentos

Não existem medicamentos para tratar o autismo, mas alguns são usados ​​para ajudar a controlar os sintomas. Medicamentos para ansiedade e depressão também podem ajudar a tratar comportamentos agressivos e obsessivos. O médico do seu filho pode pedir outros medicamentos para ajudar a controlar outros comportamentos disruptivos.

Outros tratamentos

Existem outros tratamentos disponíveis. Estes incluem mudanças na dieta e terapias alternativas. Fale primeiro com o médico do seu filho para ver se algum destes tratamentos pode ser útil para o seu filho.


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