A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Z

Adenopatias

As adenopatias são o aumento do volume dos gânglios linfáticos decorrente da proliferação de linfócitos e histiócitos dos gânglios ou da infiltração por células inflamatórias ou neoplásicas. Ocorre com maior frequência nas crianças, porque possuem maior quantidade de tecido linfoide e apresentam resposta exacerbada aos antígenos externos.

Vale lembrar que:

  • Os gânglios inguinais, axilares e cervicais são palpáveis em quase todas as crianças.
  • Normalmente, não são palpáveis nos recém-nascidos.
  • São normalmente anormais os localizados nas regiões pós-auriculares, epitrocleares, poplíteos, supraclaviculares, mediastinais e abdominais.

Adenopatias

Adenopatias2

Etiologia:

1. Localizadas

  1. Occiptais: normal em 5% das crianças: dermatite seborreica, pediculose, piodermites, rubéola
  2. Pré-auriculares – normalmente, não são palpáveis: infecções virais causadas por adenovírus, piodermite, celulites, conjuntivite, tracoma, doença da arranhadura do gato, tuberculose, rubéola
  3. Submandibular e submentoneana: abscessos dentários, cáries, gengivoestomatites, glossites, difteria, blastomicose, linfoma, rinofaringites
  4. Cervicais superficiais: otite, parotidite, adenites inflamatórias agudas (strepto e stafilococos), tuberculose ganglionar, linfomas, histiocitose, sarcoidose, micobacteriose atípica e viroses sistêmicas, como mononucleose, toxoplasmose, citomegalovírus, Aids
  5. Cervicais profundas: infecções de couro cabeludo, rubéola, mononucleose, toxoplasmose. Incluem os gânglios supraclaviculares (tem relação com o mediastino e ductos torácicos: neoplasias, arranhadura do gato)
  6. Axilares: piodermite, celulite, abscessos, micose, reação à BCG, linfoma, Lues, doença da arranhadura do gato
  7. Inguinais: balanopostite, vulvovaginites, infecção e inflamações das regiões citadas.

2. Generalizadas (normalmente associadas a outros sinais ou sintomas)

  • Infecções sistêmicas
    • bacterianas (tuberculose, micobactéria atípica, septicemia, Lues)
    • fúngicas (histoplasmose, blastomicose)
    • virais (mononucleose, Aids, citomegalovirose)
    • parasitárias (toxoplasmose, toxocaríase, Chagas, Leishmaniose visceral)
  • Doenças do colágeno (Lupus eritematoso sistêmico, artrite reumatoide)
  • Anemia hemolíticas
  • Doenças de depósitos (Niemann-Pick e Gaucher)
  • Neoplasias (leucemias, linfomas)
  • Reações a drogas (doença do soro, isoniazida, fenil-hidantoína, alopurinol, hidralazina, fenilbutasona)

Tratamento: Vinculado à etilogia
Autor: Dra. Vivian Aparecida Zanao
Fonte: Baseado no texto das autoras no livro Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier