Neste Dia Nacional da Vacinação, saiba a importância de vacinar

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo vai até 25 de outubro, imunizando crianças de 6 meses até 4 anos e 11 meses. A segunda fase da campanha acontecerá entre os dias 18 e 30 de novembro, com foco em jovens de 20 a 29 anos.

Neste ano, falou-se muito sobre sarampo e vacinação e todo mundo sabe a importância de se proteger. Mas você já parou para pensar que, ao tomar uma vacina ou dar ao seu filho, está protegendo muitas outras pessoas também?

 

Importância da vacinação

A vacinação é fundamental para prevenir doenças e impedir que doenças que já não circulavam voltem, como aconteceu no caso do sarampo.

Graças à vacinação, a varíola, por exemplo, foi erradicada no mundo todo desde a década de 70. A poliomielite teve seu último caso no Brasil em 1989. O Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde tem como objetivo erradicar também o sarampo e o tétano neonatal, além de controlar doenças como difteria, coqueluche, tétano acidental, hepatite B, meningites, febre amarela, formas graves da tuberculose, rubéola e caxumba.

 

Como funcionam as vacinas

As vacinas são seguras e eficientes ao induzirem uma resposta do sistema imunológico o mais semelhante possível àquela que ocorreria em caso de infecção. Assim, quando o organismo entra em contato com o agente infeccioso, já o reconhece e consegue combatê-lo.

Além de proteger as pessoas vacinadas, a vacina cria uma barreira entre as pessoas imunizadas que não deixa a doença se aproximar das pessoas vulneráveis, que estão com a imunidade baixa, em tratamento de quimioterapia, por exemplo, ou bebês que ainda não tem idade para ser vacinados. “É isso que se chama ‘imunidade de rebanho’, você vacina um monte de gente e quem está no meio da população sem vacina permanece protegido”, explica o Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, infectologista do Sabará.

Ou seja, quando você dá uma vacina ao seu filho, não está apenas o protegendo, como também protege outras pessoas. Optar por não vacinar contra o sarampo, por exemplo, é colocar em risco os bebês menores de 6 meses, pessoas em tratamento para o câncer e outras imunossuprimidas.

O Ministério da Saúde estabelece metas de vacinação, calculadas pela transmissibilidade da doença e a eficiência da vacina, entre outros fatores. No caso do sarampo, é meta é que 95% da população esteja vacinada. Se essa quantidade for atingida, a população estará protegida contra a doença.

“Quer dizer que pelo menos 95% das pessoas precisam estar vacinadas para que o vírus não se espalhe se alguém tiver sarampo. Se eu tiver um número menor de pessoas imunizadas, a população fica mais suscetível. Nos últimos quatro anos, foi isso que aconteceu em São Paulo. O vírus encontrou mais de 5% de suscetíveis, é como se fosse um rastilho de pólvora”, explica o Dr. Francisco.

 

Veja aqui o calendário de vacinação.

 

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 17/10/2019