Dia do Farmacêutico: profissionais têm papel fundamental nos hospitais - Hospital Sabará
Dia do Farmacêutico: profissionais têm papel fundamental nos hospitais
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Dia do Farmacêutico: profissionais têm papel fundamental nos hospitais

Para o bom funcionamento de um hospital pediátrico, é necessária uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiras, fisioterapeutas, nutricionistas, farmacêuticos e outros profissionais de saúde, que trabalham em equipe garantindo a qualidade do atendimento às crianças. No Sabará Hospital Infantil, o farmacêutico tem o papel crucial de certificar que todos os medicamentos serão dispensados e administrados aos pequenos pacientes na apresentação e dosagem adequadas. Uma tarefa nada fácil!

Neste Dia Nacional do Farmacêutico, comemorado em 20 de janeiro, é importante falar sobre o trabalho deste profissional e tudo o que ele faz em um hospital. “É de responsabilidade do farmacêutico estimular a equipe a ter um olhar de segurança e de qualidade para o paciente na administração dos medicamentos”, explica Anahí Bassi, supervisora de farmácia hospitalar e clínica do Hospital Infantil Sabará.

“Quando pensamos em toda a cadeia de medicamentos, a enfermagem está mais focada em preparar e administrá-lo. Já o médico, em prescrever. O farmacêutico é o encarregado das questões mais técnicas, como: se o medicamento tem qualidade e é seguro para o paciente, se a dosagem está adequada e se o tempo de administração está correto”, completa.

A farmacêutica conta que é comum as pessoas perguntarem sobre qual é o seu papel em um hospital. “Eu explico que o farmacêutico hospitalar trabalha mais nos bastidores, fazendo a seleção dos medicamentos e do material hospitalar com os fornecedores e gerenciando a entrega dos medicamentos para os pacientes no hospital, seja no PS, unidade internação e até centro cirúrgico. Já o principal foco do farmacêutico clínico é avaliar a prescrição e os possíveis riscos envolvidos na administração de medicamentos.”

Anahí fala também que o seu trabalho não acaba uma vez que a medicação é administrada ao paciente. “Nós temos que continuar monitorando para ver se o paciente tem alguma reação adversa, e se isso ocorrer precisamos pesquisar e entender o que pode ter causado.”

Na área da pediatria, conta, o trabalho do farmacêutico é ainda mais complexo. “Muitos medicamentos não têm indicação na bula para crianças ou para uma determinada faixa etária. Então, precisamos fazer um acompanhamento muito próximo do médico e do paciente o tempo todo.”

Joint Commission International

O Hospital Infantil Sabará é certificado pela Joint Commission International (JCI), parceira da OMS (Organização Mundial da Saúde) na “Aliança Mundial para a Segurança do Paciente”, criada com o objetivo de reduzir o problema do cuidado inseguro. Como resultado da análise de estudos internacionais e das avaliações de acreditação, a JCI incorporou um conjunto de seis metas que tratam as questões consideradas de maior risco e gravidade durante a assistência ao paciente.

Em 2022, o Sabará será submetido a uma nova acreditação na JCI e à Meta 3: melhorar a segurança dos medicamentos de alta vigilância. “O farmacêutico é o responsável pela cadeia de medicamentos, portanto é o líder do processo e deve garantir a aderência a essa meta”, conta Anahí.

Segundo ela, qualquer medicamento pode causar danos ao paciente se não for corretamente administrado. “Mas, no caso das drogas de alta vigilância, uma pequena variação na dosagem já pode causar um grande dano à saúde, principalmente quando tratamos de crianças”, completa.

Boas práticas

Por isso, e porque as drogas de alta vigilância variam de um hospital para o outro, existem recomendações de como lidar com elas, explica Anahí. Dentre essas recomendações utilizadas no Sabará, diz a farmacêutica, está por exemplo a de utilizar uma identidade visual diferente para todos os medicamentos de alta vigilância. “Eles são colocados em embalagens vermelhas, com etiquetas amarelas que alertam do que se tratam. Com isso, sinalizamos para todos os funcionários da instituição que a administração dessa substância requer uma atenção maior.”

Além disso, essas substâncias são armazenadas em gavetas específicas nas Farmácias do hospital, kits cirúrgicos e carros de emergência. E a equipe de enfermagem faz uma dupla checagem, ou seja, por duas pessoas, antes do medicamento ser administrado.

Todas essas boas práticas para garantir a segurança na utilização desses medicamentos foram incluídas recentemente no ”Manual de Enfermagem Pediátrica”, lançado pelo Instituto PENSI (também ligado à Fundação José Luiz Egydio Setúbal) em 2021.

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