Casos de internações por distúrbios respiratórios alcançam pico em SP - Hospital Sabará
Casos de internações por distúrbios respiratórios alcançam pico em SP
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Casos de internações por distúrbios respiratórios alcançam pico em SP

Casos de internações por distúrbios respiratórios alcançam pico em SP

As principais cidades do Brasil estão passando por um pico de internações pediátricas relativas a problemas respiratórios. O motivo é a altíssima incidência de crianças internadas com síndrome respiratória aguda grave (SRAG), causada majoritariamente pelo vírus sincicial respiratório, contra o qual não existe vacina. De acordo com Felipe Lora, diretor técnico do Sabará Hospital Infantil, a situação merece atenção, mas o quadro deve se reverter naturalmente após o mês de maio.

“Não há motivo para pânico porque, diferentemente da pandemia de covid-19, nós temos um histórico desses casos e sabemos que a tendência é que eles diminuam até a chegada do inverno. Em maio o número continua alto, mas em junho e julho começa a cair perto das férias escolares”, explica Felipe Lora. No Sabará, o Pronto-Socorro está prestando atendimentos, na maior parte dos dias, por meio de um plano de contingência, que prioriza crianças com condições clínicas mais graves.

A cidade de São Paulo registrou em abril um aumento substancial nos casos de atendimentos em Pronto-Socorro e internações de pacientes pediátricos.

No Sabará Hospital Infantil, de 01º de janeiro a 15 de maio, foram 6.536 suspeitas de infeções de vias aéreas e 747 crianças com bronquiolite atendidas no Pronto-Socorro. Mediante critério médico, apenas parte dos casos foi submetida aos testes do Painel Respiratório Viral. Dos 349 pacientes testados, 83% tiveram teste positivo e Rhinovírus, VSR e Metapneumovírus foram os vírus identificados com maior frequência. Nas últimas duas semanas foi verificado aumento da positividade dos testes diagnósticos para covid-19. A SRAG também pode ser causada por bactérias e vírus como Influenza tipo A e B, Bocavírus e Enterovírus.

De acordo com Jean Gorinchteyn, secretário estadual de saúde, o estado de São Paulo tem um plano de contingência formado pela rede municipal e estadual, com o apoio de hospitais filantrópicos. A situação não é restrita ao território brasileiro: de acordo com informações da European Health Management Association, o vírus sincicial respiratório é responsável por cerca de 33 milhões de casos anualmente, 63% dos casos de síndrome respiratória aguda grave em países europeus. O vírus é a causa mais comum de bronquiolite e pneumonia, além de ser responsável por grande parte da hospitalização de bebês e crianças.

De acordo com a Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, diretora executiva do Instituto PENSI e pediatra especialista em alergia e imunologia, a prevenção- como a vacinação contra a infecção pelo vírus Influenza- é essencial para que os pais cuidem das crianças em épocas de alta de vírus respiratórios. “As idas ao Pronto-Socorro para crianças com asma, rinite, alergias e sinusites culminam em antibióticos e internações, então é importante que tenhamos ações preventivas para que as crises não cheguem a tal ponto. No caso da asma, essa inflamação crônica dos pulmões pode permanecer da infância até a idade adulta, levando até mesmo a sequelas cardíacas”, explica.

 

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