Pico de doenças respiratórias: quando procurar o pronto-socorro?

De março a junho os hospitais recebem alta demanda devido às gripes e resfriados

São Paulo, março de 2017 – Todos os anos, com a chegada do outono, vivemos o período de pico das doenças respiratórias.

Para não correr ao pronto-socorro sem necessidade e sob o risco de expor as crianças aos vírus que circulam no ambiente hospitalar os pais devem conversar com seu pediatra de rotina ao perceber que os filhos apresentam sintomas.

É importante também que os responsáveis estejam atentos aos sinais de alerta dos sintomas respiratórios para que saibam quando é o momento de procurar o serviço de emergência.

Quando procurar atendimento médico no Pronto-Socorro:

Sinais de agravamento das doenças respiratórias:

  • dificuldade para respirar ou falta de ar – notar respiração rápida ou com dificuldade, fala entrecortada, lábios ou ponta dos dedos azulados, ou afundamento da pele entre as costelas ou no pescoço;
  • dor ou pressão no peito ou no abdome;
  • tontura;
  • confusão mental ou sonolência;
  • vômitos intensos ou persistentes,
  • dificuldade de manter a criança hidratada (não aceita líquidos/alimentos ou vomita);

Outra dica importante é conhecer as diferenças entre as doenças mais comuns como gripes e resfriados.

Gripe X Resfriado

Resfriado: sem febre ou com febre baixa (normalmente abaixo de 38 graus), ausência de sintomas gerais como dor no corpo e indisposição, presença de coriza, tosse, dor de garganta, congestão nasal.

Gripe: febre súbita (normalmente alta) com calafrios, sintomas respiratórios, dor de cabeça, prostração, dores no corpo. Pode apresentar diarreia e vômitos e ocasionar falta de ar. A gripe tem maior risco de complicações.

Prevenção

Ações simples ajudam a prevenir a transmissão de vírus que causam as doenças respiratórias nesta época. As dicas valem para adultos e crianças:

  • Higienize as mãos com frequência, usando álcool gel ou água e sabão. A higiene das mãos deve ser feita sempre que chegar em casa, antes de ingerir ou manipular alimentos (por exemplo, ao preparar alimentos para as crianças), após tocar em superfícies usadas por várias pessoas, como maçanetas, interruptores de luz, balcões, barras de apoio, teclados, etc. Lave ou aplique álcool gel nas mãos várias vezes durante o dia;
  • Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os vírus podem entrar no corpo dessa maneira;
  • Não compartilhe copos, talheres, guardanapos, toalhas e outros objetos de uso pessoal;
    • Mantenha os ambientes bem ventilados;
    • Tome a vacina contra a gripe (influenza) durante a campanha anual.

 

Fonte consultada: Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira, infectologista do Hospital Infantil Sabará

 

Sobre Hospital Infantil Sabará

O Sabará é uma instituição sem fins lucrativos e braço assistencial da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, da qual faz parte também o Instituto PENSI, focado na realização de pesquisas e no ensino e treinamento de profissionais da saúde infantil. É um dos maiores e mais respeitados centros de atendimento pediátricos do Brasil, reconhecido pelo excelente atendimento ao paciente e pelo pioneirismo nesta área, desde sua inauguração em 1962.

Instalado em um moderno edifício de 17 andares na Avenida Angélica, em São Paulo, opera segundo o conceito de “Children’s Hospital”. Este modelo assistencial conta com a retaguarda em todas as especialidades pediátricas e atua com equipe multiprofissional integrada e de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.

Em 2013 o Hospital recebeu seu primeiro selo de acreditação pela Joint Commission International, principal agência reguladora de instituições de saúde no mundo. Em 2016 o Sabará foi reacreditado, reforçando seu compromisso com a qualidade e com a prestação de cuidados de saúde segura e eficaz.