Novo calendário vacinal: pais devem discutir com o pediatra sobre as mudanças

São Paulo, janeiro de 2016 – O Ministério da Saúde divulgou, na última semana, uma série de mudanças no esquema vacinal contra algumas doenças contempladas pelo Calendário Nacional de Vacinação 2016.

De acordo com o médico infectologista do Hospital Infantil Sabará, Dr. Marco Aurélio Safadi, uma mudança importante está na ampliação da oferta e recomendação da vacina contra a hepatite B, que passa a estar disponível para toda a população em quaisquer idades.

Outra alteração positiva foi a substituição da terceira dose da vacina para poliomielite, que antes era administrada via oral (gotinhas) e que agora passa a ser aplicada na forma injetável.

“Ambas as medidas beneficiam a população. Em relação a hepatite B, por ser uma doença com a qual podemos ter contato durante toda a vida, é de extrema importância aumentar o alcance dessa imunização. E para a pólio, o ganho está no fato de que a versão injetável apresenta redução do risco de eventos adversos graves decorrentes da vacina”, explica o especialista.

As demais mudanças ficam por conta das vacinas: pneumocócica, que a partir de agora será administrada em esquema básico de duas doses (2º e 4° meses) com reforço aos 12 meses; a de HPV, com duas doses e não mais três ( a segunda dose deve ser administrada 6 meses após a primeira); a de hepatite A, que deve ser administrada aos 15 meses de idade ao invés dos 12 meses, para diminuir o número de aplicações concomitantes; e a vacina meningocócica C, cujo reforço deve ser antecipado para os 12 meses.

De acordo com o infectologista, o novo calendário do Ministério não necessariamente altera as recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria e da Sociedade Brasileira de Imunizações, que ainda sugerem o calendário sem as alterações acatadas para a rede pública. “Porém, é importante deixar claro que as mudanças no esquema vacinal recomendado pelo Ministério são resultantes do acúmulo de evidências cientificas e atualização na epidemiologia destas doenças, com o objetivo de otimizar o calendário e garantir a manutenção de boas coberturas para a população de forma segura. A sugestão é que os pais conversem com seu pediatra para tirar as dúvidas em relação aos calendários oferecidos pela rede pública e privada”, ressalta.

 

Sobre o Hospital Infantil Sabará

O Hospital Infantil Sabará é uma instituição sem fins lucrativos e braço assistencial da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, da qual faz parte também o Instituto PENSI, focado na realização de pesquisas e no ensino e treinamento de profissionais da saúde infantil. É um dos maiores e mais respeitados centros de atendimento pediátricos do Brasil, reconhecido pelo excelente atendimento ao paciente e pelo pioneirismo nesta área, desde sua inauguração em 1962.
Instalado em um moderno edifício de 17 andares na Avenida Angélica, em São Paulo, opera segundo o conceito de “Children’s Hospital”. Este modelo assistencial conta com a retaguarda em todas as especialidades pediátricas, como Neurologia, Nefrologia, Cardiologia, Oncologia, Ortopedia, Urologia, Gastrenterologia, Cirurgia Pediátrica e Anestesia, e atua com equipe multiprofissional integrada e de alta capacidade resolutiva na atenção à criança.
O Sabará é o primeiro hospital exclusivamente pediátrico no Estado de São Paulo a conquistar a acreditação da Joint Commission International (JCI) – mais importante órgão certificador dos serviços de instituições de saúde no mundo. A acreditação é um instrumento que avalia desde a estrutura hospitalar às práticas de gerenciamento e cuidados com o paciente, garantindo o tratamento adequado e a assistência necessária em todos os âmbitos. Para atender às exigências das metas internacionais e estar no mesmo patamar de instituições que possuem um padrão internacional em saúde, o Hospital Infantil Sabará investiu mais de R$ 4 milhões e passou por um rigoroso processo de avaliação que abrange mais de 1,3 mil itens em todos os serviços como atendimento, gestão, infraestrutura e qualificação profissional.