Sabará realiza cirurgia de alta complexidade

No dia 19 de agosto foi realizada, no Sabará Hospital Infantil, uma cirurgia de alta complexidade para correção de extrofia de bexiga. O procedimento fez parte do 10º Encontro do Grupo Multi-institucional para Tratamento da Extrofia de Bexiga. O projeto, criado para tratamento de crianças portadoras de extrofia de bexiga e epispádia, tem participação de equipes médicas de todo o Brasil e já atendeu 10 casos em apenas seis meses, em cirurgias realizadas em diversos estados.

Todos os casos evoluíram com sucesso e este é o segundo caso de extrofia de bexiga realizado no Sabará. “A cada caso o grupo adquire mais experiência em uma anomalia rara, que tem uma frequência de dois casos por ano em cada serviço e em tão pouco tempo nós já estamos no 11º caso, o que torna o projeto ainda mais importante na assistência ao paciente”, diz a coordenadora do departamento de Cirurgia Pediátrica do Hospital, Dra. Fernanda Ghilardi Leão.

A cirurgia foi comandada pelos médicos Fernanda Ghilardi Leão, Jovelino Quintino de Souza Leão e Giselle Machado Campos de Oliveira, da equipe do Sabará, além de especialistas do Rio de Janeiro e Porto Alegre. Outros 15 cirurgiões urologistas pediátricos de outros estados acompanharam a cirurgia por meio de uma transmissão simultânea no anfiteatro do Centro de Treinamento do Hospital.

“O procedimento ocorreu sem intercorrências e a criança apresenta uma boa evolução pós-operatória. Além da satisfação da família, o SabaráHospital Infantil propiciou a possibilidade de assistência ainda mais abrangente com disseminação de conhecimento a cirurgiões de todo o Brasil”, contou a Dra. Fernanda Ghilardi Leão.

O que é extrofia de bexiga?

A extrofia de bexiga é uma anomalia de altíssima complexidade. Ela ocorre por uma falha de fechamento da parede abdominal inferior e vesical no feto, que se estende até a genitália, comprometendo inclusive o fechamento do arco ósseo pélvico. Os pacientes portadores de extrofia de bexiga necessitam de múltiplos procedimentos cirúrgicos para a correção da anomalia, o que torna necessário um centro que acompanhe cada etapa do tratamento com todos os recursos para diagnóstico, exames necessários ao acompanhamento e equipamentos adequados para tratamento.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 23/8/2019