O pequeno carioca Lorenzo vence a batalha pela vida com ajuda da equipe do Sabará

Lorenzo Moraes Lima Alves é o primeiro filho de Bárbara Moraes Lima. Mesmo tendo ovário policístico e dificuldade para engravidar, Bárbara descobriu-se gestante de repente, quando menos esperava. E, com o nascimento de Lorenzo, a vida dela virou de ponta-cabeça.

Na gestação, Bárbara descobriu que o bebê tinha gastrosquise, uma má-formação em que parte do intestino fica para fora da parede abdominal. Foi uma gravidez cheia de preocupações e um parto com direito a cirurgião de plantão para operá-lo. No dia do nascimento, porém, a surpresa foi boa para todos: Lorenzo estava com a barriguinha fechada. “Fui do céu para o inferno em minutos, porque logo ele vomitou a bile e precisou ir para a UTI”. Na verdade, Lorenzo tinha má-formação congênita do intestino, com um intestino curto. Um recém-nascido geralmente tem dois metros de intestino, enquanto Lorenzo tinha apenas 35 centímetros.

O pequeno ficou internado na UTI Neonatal da maternidade em que nasceu e passou por duas cirurgias. Ele não estava ganhando peso suficiente, mesmo com os procedimentos e nutrição parenteral, uma forma de alimentação que é feita pela veia. “Chegou um ponto em que nada acontecia com ele. Ele não conseguia tolerar mais do que 15 ml de leite, nem mesmo pela sonda. Comia e vomitava. Ficava 24 horas na parenteral”, lembra a mãe.

Como Lorenzo não estava melhorando, a tia Ana começou a pesquisar sobre o assunto. Encontrou no site do Sabará o Programa Avançado de Insuficiência Intestinal, onde há uma equipe multidisciplinar especialista no problema de Lorenzo, e entrou em contato com a Dra. Maria Paula Coelho.

Mãe e filho viajaram do Rio de Janeiro a São Paulo em UTI Móvel. Chegando no Sabará, o pequeno foi diagnosticado com Sepse e transferido para a UTI. Foi intubado, fez diálise, precisou de vários antibióticos, transfusão de sangue, com comprometimento em diversos órgãos. Bárbara estava longe de casa e arrasada. Teve o apoio do pai, da madrasta e da amiga Ana, tia de Lorenzo. Neste período, contou com o intenso apoio da equipe de psicologia do Hospital. Aos poucos, o pequeno se recuperou e voltou para a Unidade de Internação.

Lorenzo passou por outros exames, como trânsito intestinal, que elucidaram o motivo dos vômitos frequentes, possibilitando à Dra. Maria Paula traçar o plano de cuidado. O pequeno foi aos poucos aumentando o volume de leite ingerido, sua sonda foi retirada, sendo capaz de mamar pela boca.

“Eu cheguei muito assustada, deixei minha família no Rio e fui sozinha com meu filho tratar de uma doença que não conhecia. Fui muito bem acolhida pela equipe da Dra. Maria Paula, todos os funcionários. Eu vi que o hospital tinha uma estrutura maravilhosa. Mesmo na UTI eu estava num lugar muito confortável, me senti muito acolhida, pelo local, pelos funcionários. E depois que eu fui para o quarto, os funcionários se tornaram uma família para mim. Quando eu voltei eu trouxe muitas pessoas comigo, que eu quero levar para vida. Eu não esperava que fosse tão bem acolhida por todo mundo, não estavam cuidando só do Lorenzo mas estavam cuidando de mim também. Tive uma experiência muito boa, isso me surpreendeu muito, foi melhor do que eu esperava”, conta a mãe.

Hoje Lorenzo tem 1 ano e 1 mês, já come papinha doce e salgada e vem diminuindo a necessidade de nutrição parenteral, recebendo as infusões apenas de noite. Voltou para casa, no Rio de Janeiro e realiza acompanhamento via Telemedicina com toda a equipe multidisciplinar do Sabará.

Autor: Equipe Sabará

Atualizado em: 14/10/2020