Felipe – o bebê que queria sobreviver

A alegria do nascimento de Felipe veio junto com o susto. A mamãe Liliane de Souza descobriu, na hora do nascimento, que ele tinha um defeito de septo no coração.

Das cardiopatias congênitas, essa seria a mais simples, mas pelo tamanho, 8 milímetros, não tinha possibilidade de fechar com o tempo, por isso, a cirurgia era inevitável.

“A 1ª cirurgia ocorreu com 1ano e 6 meses de vida e foi muito bem sucedida. Os cuidados foram ótimos, e o Felipe foi super bem atendido”, contou a mãe.
Depois de 2 meses em 2017 da primeira cirurgia, ele começou apresentar sintomas de gripe, parou de comer, o xixi já não estava mais normal e foi uma série de vai e vem aos hospitais. Nos outros hospitais diagnosticaram só gripe e pneumonia, o que se arrastou por um mês”.

Nesse período, Felipe estava sem um convênio que cobrisse atendimento no Hospital, mas com tantos problemas, a família decidiu recuperar o convênio.

“No Sabará já constataram que o coração estava inchado, sangue oxidando, então o defeito do septo, essa cirurgia não foi bem sucedida no átrio, ele não fechava mais, estava aberto o tempo todo e imediatamente internou, e já foi pra UTI, porque o coração dele estava muito fraco”.

Dessa vez o susto e a recuperação também foram bem delicados. Durante 3 dias ele ficou com esse tratamento para dar uma melhorada no quadro para ir para uma cirurgia de emergência; que dessa vez seria de alto risco. “Todos os médicos foram muito cordiais, em nenhum momento esconderam o grau da gravidade, mas me tranquilizaram e deixaram claro que ele ia pra ECMO”, afirma Liliane.

Forma 14h de cirurgia, colocou uma prótese biológica mitral. Foi pra reabordagem, mas horas e horas de angústia, observaram uma trombo nas próteses, depois de 4 dias, ele trocou a prótese.

“Tentaram uma prótese mecânica, tamanho 16, maior que o normal, fizeram uma adaptação e era a última chance dele. Se não desse certo, entraria para a fila de transplante,” contou a mãe.

Mas, Felipe era guerreiro e depois de todo esse processo, o coração começou a funcionar melhor, conseguiu sair para a UTI já fora da ECMO. Foram 40 dias internado, passou por uma nova cirurgia para colocar um marca passo.

Depois de 30 dias de UTI, voltou ao quarto, em abstinência total foi muito difícil, por tantas drogas que ele teve que usar para ficar vivo, 35 dias de internação, ele não se movia, ele não piscava, ele gemia muito.

“Foi uma fase difícil, depois da cirurgia teve a fase difícil de adaptação. as com todo o cuidado dos médicos neurologista, cardiologista, nutrólogo foi o que fez toda diferença. Tudo o que fizeram e ainda fazem. Meu filho ainda está em acompanhamento cirúrgico, porque como ele ganhou muito peso, ele vai trocar a prótese mitral para o próximo ano. Mas por enquanto ele está super bem, graças a todos os médicos do Sabará, está super bem”, conta a mãe bastante aliviada e esperançosa pelos próximos passos do tratamento.

“Os psicólogos me ajudaram muito nessa fase, eu tive todo suporte necessário. Comecei a entrar em depressão na época, eu não fiquei bem. Tive crises e a equipe me deu todo suporte na fase mais difícil da minha vida. Eles fizeram toda diferença.

Eu devo tudo aos médicos do Sabará, ao Hospital desde a equipe de enfermagem, da médica, da nutrição porque se não fosse eles meu filho não estaria aqui. Só gratidão”.