Centros de Excelência e Serviços / Departamento de Alergia e Imunologia

Situações mais comuns

  • Asma: os sintomas devem ser classificados quanto à gravidade e cronicidade e, com esta avaliação, deve ser indicado o tratamento preventivo adequado. Este tratamento inclui medidas de controle ambiental em relação aos fatores que causam ou desencadeiam as crises de asma (poeira, ácaros, epitélios de animais, mofo, pólens e irritantes como o cigarro). Além disso, podem estar indicados medicamentos preventivos a base de anti-inflamatórios, associados ou não a broncodilatadores, que devem ser usados preferencialmente por via inalatória. Outros tratamentos incluem a orientação adequada de atividades físicas e outros medicamentos, quando indicados. Em busca de maior tolerância aos alérgenos, pode ser indicada a imunoterapia alérgeno-específica, sob monitoramento médico.

 

  • Rinite alérgica: o tratamento segue o mesmo preceito da asma.

 

  • Alergia alimentar: os sintomas podem variar de coceiras e erupções na pele até situações mais graves como a anafilaxia, passando por acometimento de outros órgãos como o sistema digestório (diarreia, distensão abdominal e cólicas). O tópico principal do tratamento desta doença é a identificação da causa e sua eliminação da dieta. Deve-se orientar a ingestão alternativa de alimentos que não tenham reatividade cruzada com aqueles que causam alergias. Em casos crônicos específicos e de maior gravidade, existe a alternativa de tratamento por meio da dessensibilização (indução de tolerância a determinado alimento).

 

  • Dermatite atópica e de contato: são caracterizadas pelo surgimento de lesões na pele em diferentes locais que coçam muito. Também é importante investigar a causa e eliminá-la. O tratamento envolve cuidados com a pele, mantendo-a hidratada e medicamentos anti-inflamatórios e anti-alérgicos, além de orientações sobre o banho, uso de cremes ou loções hidratantes.

 

  • Imunodeficiências: manifestam-se principalmente como infecções de repetição ou infecções graves e difíceis de controlar. Diante de doenças infecciosas graves, impõe-se a investigação da imunidade, no intuito de verificar se este sistema é realmente competente ou se existe algum defeito primário (genético) ou secundário (problema adquirido) que prejudique a capacidade da criança em combater micro-organismos. Uma vez estabelecido o diagnóstico de algum defeito, a proposta do tratamento é tentar repor a substância em falta (como por exemplo, uso de anticorpos) ou, em casos mais graves, indicação de tratamento definitivo através de transplante de medula.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 21/3/2020