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Núcleo de Hipospádia e Anomalias Genitais

O Núcleo de Hipospádia e Anomalias Genitais do Sabará Hospital Infantil reúne cirurgiões urologistas pediátricos e é referência no Brasil no tratamento de crianças com vários tipos de malformações congênitas dos genitais e da uretra.

Nossos especialistas possuem experiência para acolher a família e a criança de forma humanizada, já que o assunto de anomalias genitais é delicado e necessita ser tratado com todo o cuidado tanto pela condição física da criança, que deve ser corrigida, quanto pela condição psicológica dos pais que, na maioria das vezes, chegam repletos de medos de que a criança possa ter vida social e sexual comprometidas no futuro.

Por esse motivo, nossa equipe de profissionais preparados oferece o que há de mais avançado em técnicas de reconstrução dos genitais e também procura fornecer apoio e orientações que tragam conforto à criança e a seus familiares, minimizando ao máximo o estresse envolvido.

A maioria dos casos de correção de hipospádia requer a realização de um procedimento de menor complexidade, mas, mesmo nos casos de extrema complexidade, a alteração anatômica é corrigida de forma satisfatória, sendo nestes casos necessário mais de um procedimento cirúrgico.

Para alcançar o alto índice de resolução dos casos, nossos urologistas e cirurgiões pediátricos atuam de forma multidisciplinar com outras equipes de profissionais do Sabará, o que é essencial para o bom resultado final das correções. Vários times, juntos, focados em ajudar a criança a superar qualquer que seja sua alteração anatômica, e a conquistar uma vida normal.


Tratamento de Anomalias Genitais


As alterações anatômicas nos genitais dos bebês devem ser corrigidas adequadamente o quanto antes para evitar repercussões na infância do paciente e em sua vida adulta.

Felizmente, grande parte dos casos é corrigida precocemente. Em geral, é o próprio pediatra que examina o recém-nascido e já identifica a existência de uma anomalia, como os casos de ambiguidade genital em que o pênis do menino é reduzido ou o clitóris da menina é virilizado.

Após o diagnóstico inicial do recém-nascido, geralmente é feita a recomendação à família para que procure um especialista.

O procedimento cirúrgico para corrigir qualquer anomalia genital congênita pode ser realizado em bebês a partir dos seis meses de idade, em algumas exceções até com apenas quatro meses, conseguindo-se desta forma altos índices de sucesso.

A indicação dos médicos é que o procedimento seja feito de forma precoce para que o paciente chegue aos 2 anos de idade já com o problema praticamente solucionado, pois a correção será realizada antes de a criança adquirir a consciência genital, que ocorre após os 2 anos de idade. Além disso, nesta idade a cirurgia é menos desconfortável, o bebê aceita melhor a presença de uma sonda na uretra, o processo cicatricial é mais dinâmico e recompõe os tecidos operados mais rapidamente.

 

Estatísticas epidemiológicas

A hipospádia ocorre em até 1 entre 300 meninos, e dentre os que nascem com o problema, 75% terão as formas distais, ou seja, o orifício da uretra se abre quase perto da ponta da glande ou cabeça do pênis, sendo menos complicado de ser corrigido. Nesses casos, os resultados das correções chegam a até 95% de sucesso na primeira cirurgia. Já quando o orifício está na base do pênis ou no escroto, a possibilidade de se alcançar a correção com apenas uma cirurgia é de 70 a 80%, os outros 20 a 30% são casos que necessitam de novo procedimento cirúrgico.

 

Principais doenças

 

 

Hipospádia

Além de tratar as condições gerais de malformação, nossos cirurgiões e urologistas pediátricos são especialistas em hipospádia, uma condição em que a uretra não chega até a glande ou cabeça do pênis da criança. Por ser mais curta, o orifício da uretra, por onde sai a urina, acaba se abrindo em um local anormal, em geral na parte inferior do pênis.

A localização anterior é mais fácil de ser corrigida, já que a uretra chega quase até a glande. Já a posterior é mais grave, pois o orifício da uretra pode estar no escroto ou perto do ânus. Nesses casos mais difíceis, o menino não consegue urinar em linha reta e acaba tendo que se sentar para fazer sua micção, gerando desconforto emocional e psicológico.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 26/2/2018