Centros de Excelência e Serviços / Programa de Cardiopatias Congênitas

Radiologia

tomografia computadorizada e a ressonância magnética participam do grupo de exames complementares de imagem e, no contexto de crianças com cardiopatias, desempenham papel relevante em diversos dos seus estágios (diagnóstico inicial, avaliação de prognóstico, complementação ao estudo ecocardiográfico, avaliação pré-operatória e acompanhamento pós-operatório).

 

Tomografia computadorizada

A tomografia computadorizada é importante no contexto de crianças cardiopatas principalmente para avaliação das conexões e morfologia das estruturas cardíacas e vasculares junto ao ecocardiograma.

É um exame que utiliza radiação ionizante para formação da imagem, o que exige da equipe multidisciplinar uma utilização criteriosa do método, sobretudo na faixa etária pediátrica, de forma a otimizar ao máximo a exposição à radiação para que atenda às demandas fundamentais da condução do caso.

Na maioria dos exames de tomografia em crianças com cardiopatias, é necessário utilizar meio de contraste iodado. Trata-se de uma substância segura e amplamente utilizada, mas que, como qualquer outro medicamento, tem algumas características particulares (sobretudo quanto à possibilidade de lesão renal) e pode desencadear efeitos adversos, o que novamente exige utilização criteriosa.

 

Ressonância Magnética

A ressonância também pode fazer avaliação das estruturas cardíacas e dos vasos, sendo que tem algumas vantagens e desvantagens em relação à tomografia, porém tem grande importância na avaliação da função e do tecido muscular cardíaco.

É um método que utiliza ondas eletromagnéticas dentro de um grande imã para formação de imagem. Essa característica gera risco de interação com materiais ferromagnéticos (“metálicos”), motivo pelo qual todos os pacientes com indicação de realizar este exame devem responder a um questionário de segurança.

Outra característica desse método é a relativa longa duração do exame em relação à tomografia e a necessidade de não se movimentar no aparelho, o que torna muito comum o acompanhamento anestésico em pacientes pediátricos.

O meio de contraste utilizado na ressonância é a base de gadolínio, que é contraindicado em pacientes com disfunção renal grave. Da mesma forma que qualquer outro medicamento, pessoas expostas ao gadolínio estão sujeitas a efeitos adversos. No entanto, é sabidamente uma substância segura quando tomados alguns cuidados e amplamente utilizada.

 

Nossa equipe

Esses métodos, apesar de serem amplamente difundidos no meio médico, passaram mais recentemente por inovações tecnológicas e maior disponibilidade, o que possibilitou aplicações no contexto das cardiopatias pediátricas.

É fundamental que a condução desses exames seja feita por equipe treinada e experiente, e que a interpretação desses estudos seja feita por profissional médico com treinamento especializado na área.

Esses fatores, somados a uma equipe de especialistas em diversas áreas que estejam integrados no cuidado de pacientes com cardiopatias, permitem extrair da melhor forma o benefício gerado pelos exames complementares de tomografia computadorizada e ressonância magnética.

 

Marcelo Assis Rocha

  • Graduação em medicina na Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória – ES (EMESCAM);
  • Residência em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Hospital Israelita Albert Einstein;
  • Especialização em Imagem Abdominal e Vascular no Instituto de Radiologia (INRAD – HCFMUSP) e em Imagem Cardiovascular no Instituto do Coração (INCOR – HCFMUSP);
  • Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e Associação Médica Brasileira (AMB);
  • Co-autor do Capítulo de Doenças da Aorta Torácica do Livro Tratado de Radiologia do Instituto de Radiologia da Hospital das Clínicas e Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InRad – HCFMUSP);
  • Treinamento específico em avaliação por tomografia computadorizada e ressonância magnética de cardiopatias congênitas e adquiridas pediátricas e do adulto.

Autor: Mariana Setubal

Atualizado em: 16/10/2017