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Vacinas: Doenças Preveníveis

Difteria (vacina Tríplice)

A difteria é causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. A infecção pode se espalhar facilmente por meio de espirros e da tosse. No entanto, graças à utilização generalizada da vacina contra difteria, há poucos casos da doença no Brasil.

Sinais e sintomas
A difteria pode provocar febre baixa, dor de garganta e calafrios alguns dias após a infecção pela bactéria. Coriza, fadiga e uma membrana grossa e cinzenta que cobre a garganta podem ser vistas.

Se não for tratada precocemente, a infecção pode espalhar toxina por todo o corpo e causar problemas muito graves, incluindo dificuldade para engolir, paralisia e insuficiência cardíaca e/ou respiratória.

O que você pode fazer
A difteria deve ser tratada imediatamente com uma antitoxina contra a toxina diftérica. Seu pediatra também irá prescrever antibióticos em combinação com a antitoxina.

Qual o prognóstico
Sem tratamento imediato e adequado, algumas pessoas com difteria morrem da doença, o que é muito raro nos dias de hoje.

Coqueluche ou Tosse Comprida (Tríplice)

Cerca de 4 mil novos casos de coqueluche ocorrem nos Estados Unidos a cada ano. Esse resultado é significativamente inferior aos 200 mil casos notificados ao Center for Disease Control and Prevention, em 1940, antes da grande disponibilidade da vacina contra coqueluche.

A coqueluche é causada pela bactéria Bordetella pertussis, que afeta as vias aéreas superiores. Suspeita-se que a coqueluche é mais comum do que pensamos, em especial nos adolescentes, por isso a vacinação continua sendo importante.

Sinais e sintomas
Uma tosse severa, seca, violenta e rápida é o sintoma mais comum da tosse comprida. As secreções respiratórias que são expelidas durante esses episódios de tosse podem espalhar a doença para outras pessoas. Quando uma criança desenvolve a coqueluche, tem surtos de tosse, que resultam em falta de ar. Depois de uma crise de tosse, respira profundamente. Esse padrão de respiração muitas vezes faz um som (estridor) quando a tosse cessa e a criança respira – até a próxima crise de tosse.

Uma vez que a criança foi infectada com a bactéria da coqueluche, os sintomas podem ocorrer entre 7 e 10 dias mais tarde, embora esse período de incubação possa durar de 6 a 21 dias.

Quando chamar o pediatra
Contate seu médico se os sintomas do resfriado forem seguidos por sintomas que poderiam indicar a presença de tosse convulsa. Esses incluem uma tosse que piora, tornando-se muito mais violenta e frequente, e escurecimento das pontas dos dedos e lábios (cianose) durante a tosse. Seu filho pode vomitar no final de um espasmo de tosse. Ele também pode ficar extremamente cansado por causa da tosse severa e pode ter dificuldade para comer e beber.

Tétano (Tríplice)

O tétano, também conhecido como trismo (que vem do bloqueio ou o aperto dos músculos ao redor da mandíbula, o que impede a criança de abrir a boca ou engolir), é uma infecção grave e potencialmente fatal causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani. Esse germe está presente no solo e pode contaminar uma ferida. Na verdade, qualquer ferida aberta ou cortada, não importa quão pequena, é um local provável de infecção do tétano. No entanto, uma infecção é mais provável de ocorrer em perfurações profundas e aquelas contaminadas com sujeira, fezes ou detritos do solo.

Uma criança ferida por uma ferramenta de jardim suja pode desenvolver tétano se não tiver sido devidamente imunizada. Um recém-nascido pode adquirir a infecção se o cordão umbilical fica contaminado.
O tétano não é contagioso e não pode ser transmitido de pessoa para pessoa. Por causa do uso comum de imunização, o tétano é raro nos dias de hoje. Há apenas alguns casos a cada ano, geralmente em pessoas não imunizadas ou pessoas que não têm os reforços feitos, como é recomendado, a cada 10 anos.

Sinais e sintomas
Os sintomas geralmente se desenvolvem gradualmente nas primeiras duas semanas após um ferimento contaminado com a bactéria do tétano. A criança afetada tem experiências de espasmos dos músculos da mandíbula, dor de cabeça e irritabilidade. Em seguida, sente aperto muscular, dor e os espasmos se espalham para outras partes do corpo, incluindo pescoço, ombros e costas, com intensidade crescente. A doença é fatal em alguns casos.

O que você pode fazer
Se a criança tiver uma ferida que possa ter sido contaminada, entre em contato com o pediatra o mais rápido possível, especialmente se você não tiver certeza de seu calendário de imunização.
O sucesso do tratamento é possível se a doença for diagnosticada rapidamente e o tratamento for iniciado também rapidamente. Seu filho vai ser hospitalizado imediatamente e, provavelmente, colocado numa unidade de cuidados intensivos.

Haemophilus influenzae tipo B (hemófilos)

O Haemophilus influenzae b (Hib) é uma bactéria que causava doenças graves e que, agora, são evitadas graças à vacinação. Apesar do nome dessas bactérias, elas não são responsáveis por gripe ou influenza – essas são causados por um vírus.

Infecções bacterianas causadas por Hib são geralmente transmitidas por espirros e tosse e responsáveis por doenças infantis como:

  • meningite
  • epiglotite (inchaço da epiglote na parte posterior da garganta)
  • alguns casos de pneumonia e infecções do ouvido

Sinais e sintomas
Os sintomas da Hib dependem da doença específica que provoca. Por exemplo:
A meningite é uma inflamação e um inchaço dos tecidos que cobrem o cérebro e a medula espinhal. Até que uma vacina se tornou disponível, a Hib era a causa mais comum de meningite bacteriana no mundo. Ela ocorre mais frequentemente em crianças entre 6 meses e 5 anos. Os sintomas incluem febre, diminuição do apetite, irritabilidade, convulsões, choro, sonolência excessiva e vômitos. Em crianças maiores de 2 anos, pode haver sintomas adicionais, tais como dor de cabeça, rigidez no pescoço e dores nas costas.

A epiglotite é uma rara, mas grave, inflamação na garganta, afetando a epiglote. Ocorre mais frequentemente em crianças de 2 a 4 anos de idade. Os primeiros sintomas geralmente são dor de garganta severa e febre, geralmente com temperatura superior a 38°C, seguidos de respiração áspera, chamada estridor (som que aparece durante a respiração). Como a epiglote fica inchada, pode ficar difícil de engolir. Seu filho pode babar e ter a respiração normal bloqueada. A rapidez do tratamento normalmente impede que isso ocorra.

Outras infecções Hib
Essa bactéria causa infecção nas articulações (artrite), nos ossos (osteomielite), pele do rosto (bochechas ou ao redor dos olhos), pulmões (pneumonia) e até mesmo coração (pericardite). Sinais de infecções nessas áreas incluem febre, inchaço, dor e vermelhidão, juntamente com uma drástica diminuição da energia e atividade.

Quando chamar o pediatra
Como o tratamento oportuno é importante para infecções por Hib, contate seu pediatra imediatamente se observar que seu filho tem algum dos sintomas já descritos.

Sarampo (Tríplice Viral)

O sarampo já foi uma doença comum entre crianças pré-escolares e escolares. Isso já não é verdade. O sarampo ainda não foi completamente eliminado em São Paulo, mas, agora, a maioria dos casos ocorre em crianças que foram infectadas em outras partes do Brasil, onde a vacinação não é tão amplamente utilizada. Crianças e adultos podem ter a infecção, embora em números muito menores do que no passado. Desde que a vacina contra o sarampo ficou disponível, em 1963, tem havido declínio do número de casos de sarampo. No Brasil, a vacina é usada desde os anos 70.

O sarampo é causado por um vírus que pode se espalhar facilmente através do ar quando uma pessoa infectada espirra ou tosse e alguém por perto inala as gotículas infectadas. Ele também pode ser transmitido por contato direto com fluidos do nariz ou da boca de uma pessoa infectada.

Sinais e sintomas
Antes da aprovação da vacina contra o sarampo, as epidemias ocorriam normalmente durante o final do inverno e início da primavera. Quando uma criança é exposta e infectada com o vírus do sarampo, seu primeiro sintoma não aparece por 8 a 12 dias (período de incubação). As crianças infectadas tendem a ser contagiosas durante 1 a 2 dias antes que os sintomas surgem, finalmente, e de 3 a 5 dias antes de aparecerem as erupções. Esse período contagioso continua durante 4 dias após o aparecimento da erupção.

Antes do aparecimento da erupção cutânea, as crianças com sarampo desenvolvem alguns sintomas, incluindo tosse, coriza, febre e inflamação ocular (conjuntivite). Esses sintomas tendem a piorar durante os primeiros 3 dias da doença. Depois que uma criança está doente há cerca de 2 a 3 dias, o exantema vai finalmente tornar-se visível, inicialmente como pequenos inchaços vermelhos que formam manchas maiores. A erupção começa geralmente na face e no pescoço e, depois, se espalha para o tronco, os braços e as pernas. Tem duração de 5 a 8 dias antes de começar a ir embora. As crianças com sarampo podem desenvolver outros sintomas, incluindo infecção no ouvido, pneumonia, crupe e diarreia.

O que você pode fazer
Se o seu filho tiver contraído sarampo, procure mantê-lo em casa, longe da escola ou creche. Sobretudo, certifique-se de que ele fique longe de outras crianças que possam não ter sido imunizadas contra a doença.

Quando chamar o pediatra
Se o seu filho apresentar sintomas comumente associados ao sarampo, entre em contato com o pediatra imediatamente. Discuta com ele a melhor maneira de manter seu filho sem infectar outras crianças e adultos. Se o seu pediatra confirmar o diagnóstico de sarampo, irá chamar o departamento de saúde local, que tomará medidas para evitar a disseminação da doença na comunidade.

Caxumba (Tríplice Viral)

Se você cresceu antes que a vacina contra a caxumba se tornasse disponível, pode se lembrar de sua experiência com a doença, especialmente os desconfortáveis inchaços no lado de uma ou ambas as faces.

Essas glândulas salivares inchadas são os sinais mais característicos da caxumba, que é causada por um vírus e geralmente transmitida através de gotículas da tosse. Ela ocorre mais frequentemente em crianças e adolescentes entre 5 e 14 anos, mas a descoberta da vacina a transformou em infecção rara.

Sinais e sintomas
Na maioria das vezes, a caxumba afeta as glândulas parótidas, localizadas entre o queixo e a orelha. Além do inchaço, a região pode tornar-se dolorosa quando tocada ou durante a mastigação, especialmente quando se consomem alimentos que estimulam a liberação de sucos salivares ou sumo de laranja ou outros sucos ácidos.

Outros sintomas podem incluir:

  • febre com duração de 3 a 5 dias
  • dor de cabeça
  • náuses e vômitos ocasionais
  • fraqueza e diminuição do apetite
  • inchaço e dor nas articulações (nos meninos, também nos testículos)

Uma criança com caxumba estará contagiosa 2 dias antes de o inchaço começar, e o período de contágio vai continuar por cerca de 5 dias. É interessante notar que aproximadamente 1/3 das pessoas infectadas com caxumba não mostra inchaços evidentes.

Como orientação geral, manter a criança com caxumba longe da escola e creche pelo menos nove dias após o inchaço da glândula aparecer.

O que você pode fazer
Certifique-se que seu filho fique em repouso. Prefira alimentação leve, alimentos não-cítricos e que possam ser facilmente mastigados e engolidos. Também incentive-o a beber líquidos, para evitar a desidratação.

Quando chamar o pediatra
Informe seu médico se a condição de seu filho piorar, principalmente se tiver dor abdominal, mostrar fraqueza intensa ou (no caso dos meninos) se os seus testículos tornam-se doloridos.

Rubéola (Tríplice Viral)

A rubéola é uma doença que se tornou rara no Brasil, por causa da disponibilidade da vacina, no final de 1960. Desde então, não têm havido grandes surtos da doença.

A rubéola é causada por um vírus e ocorre, com mais frequência, no inverno e na primavera. A doença é transmitida através do contato íntimo ou pelo ar. Pessoas com rubéola ficam contagiosas vários dias antes de início dos sintomas. O período de contágio dura entre 5 e 7 dias após os sintomas aparecerem.

Sinais e sintomas
As crianças com rubéola tem febre baixa (entre 37,5°C e 38,5°C), juntamente com uma erupção cutânea rosada e inchada, glândulas sensíveis na parte de trás do pescoço ou atrás das orelhas. O aparecimento da erupção cutânea pode variar, mas, geralmente, começa no rosto. Em seguida, ela se espalha para pescoço, tronco, braços e pernas e desaparece do rosto ao mesmo tempo em que “se move” para outras partes do corpo. Os adolescentes podem ter dores nas articulações também. Esses sintomas se desenvolvem cerca de 14 a 21 dias após a criança ser infectada com o vírus.

O que você pode fazer
Verifique se o seu filho é mantido confortável; administre fluidos e incentive repouso no leito, se ele estiver se sentindo cansado. Crianças com rubéola não devem frequentar a escola ou entrar em contato com outras crianças por 7 dias após a erupção aparecer pela primeira vez.

Quando chamar o pediatra
Se o seu filho tiver sintomas associados à rubéola, como erupção cutânea e febre, procure o pediatra. No entanto, porque os sintomas da rubéola podem ser leves, os pais nem sempre percebem que a criança está infectada. Na verdade, cerca de 25% a 50% das crianças infectadas com rubéola não apresentam sintomas.

Varicela (catapora)

Varicela é uma doença muito contagiosa provocada por um vírus chamado Varicella zoster. Ocorre principalmente as crianças. Em geral, é benigna e costuma incomodar principalmente pelas manchas vermelhas e pela coceira intensa.
A imunidade é por toda a vida, no entanto, como o vírus da catapora é o mesmo do herpes zoster (ou cobreiro), existe o risco de um indivíduo com defesa baixa desenvolver essa doença, que é contagiosa, caso não tenha sido imunizado.

A incidência de catapora caiu bastante após o início da vacinação, mas a vacina não é aplicada no serviço público de saúde.

Sinais e sintomas
Depois de entrar em contato com o vírus da catapora, o indivíduo permanece entre 14 e 21 dias sem apresentar sintomas. É o que se conhece como tempo de incubação.
A catapora começa com pontinhos vermelhos espalhados pelo corpo e que se parecem com picadas de inseto. Essas manchas, depois de dois ou três dias, crescem e mudam de aspecto. Tornam-se vesículas (bolhas cheias de um líquido transparente).

A coceira intensa é uma das principais características, podendo ocorrer febre baixa e dor de cabeça. É uma doença que pede repouso durante os primeiros dias depois de surgirem os primeiros sintomas.
O tempo de duração é variável, mas, em geral, em torno de uma semana. Enquanto as feridas não cicatrizarem, é preciso manter o doente isolado, pois há risco de contaminação.

Quando chamar o pediatra
Na suspeita de catapora, é bom pedir orientação ao pediatra, pois, embora em geral benigna, existe possibilidade de complicações como:

  • Infecção bacteriana secundária: muitas vezes, a criança coça os caroços com unhas sujas, que podem estar contaminadas por bactérias. Se as bolhas contiverem líquido amarelo, é sinal de infecção.
  • Pneumonia: o vírus da doença pode entrar no organismo e provocar doenças mais sérias em outros órgãos, como os pulmões.
  • Encefalite: é uma inflamação no cérebro. Se essa complicação for detectada rapidamente, as sequelas podem ser evitadas. Mas se o tratamento for displicente, a doença pode até matar.

Dicas para o paciente

  • Corte sempre as unhas e deixe-as limpas.
  • Evite contato com pessoas com baixa imunidade (idosos, bebês, grávidas etc.).
  • Use roupas leves, para evitar calor e aliviar as coceiras.
  • Use luvas na hora de dormir, se a coceira incomodar muito.
  • Tente aliviar o prurido com Maizena e banhos frios/mornos.

Rotavírus

Vários vírus podem ser responsáveis por gastroenterite viral, uma infecção intestinal que causa vômitos, diarreia e está relacionada a crianças. Os surtos podem ocorrer em creches ou após a ingestão de alimentos contaminados, como mariscos, saladas ou gelo. Muitas vezes, o alimento está contaminado por manipuladores de alimentos infectados.
Os rotavírus são a causa mais comum de diarreia grave em crianças menores de 2 anos. Na verdade, praticamente todas as crianças foram infectadas com este vírus até os 3 anos de idade. Com a vacinação, esses casos estão diminuindo rapidamente.

Sinais e sintomas
Na maioria dos casos, as doenças virais GI não são graves, mas as crianças podem se sentir muito doentes. Jovens com uma infecção por rotavírus têm:

  • diarreia aquosa
  • vômitos
  • febre
  • dor abdominal

Esses sintomas se iniciam de 1 a 2 dias após a exposição ao vírus e geralmente duram de 3 a 8 dias. Em casos graves, a criança pode ficar desidratada.

Diarreia prolongada ou grave, especialmente quando acompanhada de vômitos, pode levar à desidratação. Sinais de desidratação incluem:

  • aumento da sede
  • menos urina
  • boca seca
  • menos lágrimas
  • perda de peso

Como a desidratação se torna mais grave, seu filho vai se tornar irritável, com os olhos afundados, e pode apresentar ritmos cardíaco e respiratório mais rápidos que o normal. Nesses casos, procure um hospital rapidamente.

O que você pode fazer
Essas doenças virais se resolvem por conta própria com o tempo e sem qualquer tratamento específico. Faça seu filho ficar o mais confortável possível e tome medidas para evitar a desidratação. Encoraje-o a descansar, beber mais líquidos e continuar a comer sua dieta regular. É importante que os fluidos contenham sal, pois os sais são perdidos na diarreia. Fluidos de reidratação oral são vendidos nas farmácias, mas você também pode fazê-los em casa. Converse com seu pediatra para ter certeza de ter a quantidade correta de sal e água.

Em casos graves, fluidos intravenosos podem ser necessários. Se o seu filho estiver vomitando, continue a oferecer fluidos, mas em pequenas quantidades – e faça mamadas mais frequentes (no caso dos lactentes).

Tenha cuidado com suco de maçã em excesso, pois é uma causa comum de diarreia, mesmo em crianças saudáveis.

Infecções meningocócicas

Neisseria meningitidis é um tipo de bactéria que pode causar infecções graves e ameaçadoras, como meningococcemia e meningite. Essas infecções são frequentemente transmitidas através de espirros, tosse, compartilhamento de copos ou utensílios, contacto físico ou tocar em mãos não lavadas.

Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas da meningococcemia são febre, dores, perda de apetite e desenvolvimento de uma erupção. A erupção começa como pequenos pontos vermelhos e progride para grandes hematomas. Dentro de horas, uma criança pode estar com uma infecção grave e de choque séptico, com falência de órgãos.

Sinais e sintomas da meningite meningocócica são semelhantes aos da meningite causada por outras bactérias. Entre eles, febre, diminuição do apetite, irritabilidade, sonolência excessiva, vômitos, dor de cabeça, rigidez do pescoço e dores nas costas.

Quando chamar o pediatra
Porque o tratamento oportuno é importante para infecções meningocócicas, contate seu pediatra imediatamente se você observar que seu filho tem algum dos sintomas acima descritos.

Infecções pneumocócicas

Pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é um tipo de bactéria que pode causar infecções, algumas graves, em muitas partes do corpo. O pneumococo é responsável por muitos casos de infecção, incluindo:

  • Cerebral e na medula espinhal (meningite)
  • Pulmão (pneumonia)
  • Corrente sanguínea (bacteremia)
  • Artrite
  • Orelha (otite média)
  • Membranas dos seios (sinusite)
  • Olhos (conjuntivite)

Essas infecções são frequentemente transmitidas através de espirros, tosse ou mãos não lavadas.

Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas das infecções pneumocócicas dependem do local da infecção. Sinais e sintomas típicos da meningite são febre, dor de cabeça, letargia, vômitos, convulsões e rigidez da nuca. Em caso de pneumonia, febre, tosse e dificuldade em respirar; de bacteremia, febre e menos energia; para infecções de orelha, febre e dor de ouvido; para a sinusite, febre e dor no rosto.

As infecções pneumocócicas podem ser graves e representar riscos para a saúde maior em crianças muito jovens, cujos sistemas imunológicos ainda estão em desenvolvimento.

Algumas dessas doenças são fatais em crianças normais, assim como crianças que têm outras doenças ou condições de saúde, como infecção pelo HIV, alguns tipos de câncer (por exemplo, leucemia, linfoma), anemia falciforme, diabetes e doença cardíaca crônica, de pulmão ou de rim.

Quando procurar o pediatra
As vacinas para pneumococo previnem as infecções mais graves e invasivas. Nesses casos, procure um pediatra assim que notar os sintomas acima.

Poliomielite

Para pais de épocas passadas, a poliomielite era uma das mais temidas doenças infecciosas. Muitos estavam preocupados em deixar as crianças nadarem em piscinas públicas ou ficarem juntas no cinema da vizinhança, porque tinham medo de que seus jovens pudessem se tornar as próximas vítimas da poliomielite. Após a vacina, que se tornou amplamente disponível em meados da década de 1950, o mundo viu um declínio dramático dessa doença.

A poliomielite é causada por um vírus que afeta bebês e crianças com mais frequência do que outras faixas etárias. É transmitida através do contato pessoa-pessoa e pode produzir paralisia dos músculos.

Alguns casos são leves, mas outros são muito mais graves, deixando as pessoas com deficiência física para o resto de suas vidas. Graças à vacina contra a poliomielite, o vírus selvagem da pólio foi virtualmente eliminado do Brasil e de grande parte do mundo.

Sinais e sintomas
Para a maioria das pessoas, a poliomielite pode causar nenhum sintoma. Às vezes, porém, pode prejudicar e paralisar os braços e as pernas. Ela causa a morte em algumas pessoas, na maioria das vezes quando os músculos envolvidos na respiração ficam paralisados.

Os sintomas podem começar com uma febre baixa e dor de garganta, cerca de 6 a 20 dias após a exposição ao vírus da poliomielite. Algumas crianças também podem apresentar dor ou rigidez nas costas, no pescoço e nas pernas.
O período mais contagioso da poliomielite é de 7 a 10 dias antes do aparecimento dos sintomas. E pode continuar por mais 7 a 10 dias após os sintomas surgirem.

Não existe tratamento para a pólio. Algumas crianças se recuperam totalmente, mas outras ficam deficientes para a vida toda ou podem morrer.

Para proteger seu filho da pólio, certifique-se de que ele está devidamente imunizado contra a doença.

Hepatite A

Hepatite significa inflamação do fígado. Essa inflamação pode ser causada por uma grande variedade de toxinas, drogas e doenças metabólicas, assim como a infecção. Há pelo menos cinco vírus da hepatite.

A hepatite A é contraída quando uma criança ingere alimentos ou bebidas preparados com água contaminada com o vírus ou quando ficam em contato com pessoas que estejam infectadas com o vírus. A hepatite A já está presente nas fezes 1 a 2 semanas antes de a pessoa desenvolver a doença.

A infecção pode ser transmitida em creches quando os cuidadores não lavam as mãos depois de trocar a fralda de um bebê infectado, por exemplo, ou de criança para criança, porque a maioria das crianças muito jovens não lava as mãos.

Sinais e sintomas
Os sintomas da hepatite tendem a ser semelhantes a partir de um tipo de vírus para outro. Muitos desses sintomas são semelhantes aos da gripe, como febre, náuseas, vômitos, perda de apetite e cansaço, por vezes com dor ou sensibilidade do fígado no abdome superior direito. A hepatite é também associada à icterícia, uma descoloração amarela da pele e uma coloração amarelada da parte branca dos olhos.

Essa inflamação normalmente também faz com que a urina fique laranja-escuro e as fezes se tornem amarelo-claro ou cor de argila.

No entanto, muitas crianças infectadas com o vírus da hepatite têm pouco ou nenhum sintoma, ou seja, você pode até não saber que seu filho está doente.

Na verdade, quanto mais jovem a criança, mais provável que estará livre dos sintomas. Por exemplo, entre as crianças infectadas com hepatite A, apenas 30% com menos de 6 anos têm sintomas, e a maioria leves. Os sintomas são mais comuns em crianças mais velhas com hepatite A e tendem a durar várias semanas.

Quando chamar o pediatra
Se o jovem desenvolver algum dos sintomas associados com a hepatite, incluindo icterícia, ou se teve contato com alguém que tenha hepatite, procure o pediatra.

O que você pode fazer
Na maioria dos casos, não há terapia específica para a hepatite aguda. O próprio sistema imunológico da criança vai lutar e vencer o vírus infectante. Seu pediatra vai recomendar cuidados de suporte para seu filho, que podem incluir descanso, uma dieta bem equilibrada e muitos líquidos.

Hepatite B

A hepatite B é uma doença do fígado causada por um vírus. É transmitida através de sangue infectado e fluidos corporais, embora também haja risco (extremamente pequeno) de se contrair a doença através de transfusões de sangue.

Os adolescentes sexualmente ativos podem estar particularmente em risco para a doença, assim como usuários de drogas que utilizam agulhas não esterilizadas e seringas.

Sinais e sintomas
Algumas pessoas infectadas com o vírus da hepatite B não se sentem doentes. Outros sintomas podem durar várias semanas e podem incluir:

  • Perda de apetite e cansaço
  • Dores nos músculos, nas articulações ou no estômago
  • Diarreia ou vômitos
  • Pele ou olhos amarelos (icterícia)

Ela também pode causar, no longo prazo (quando se tratar de hepatite crônica):

  • danos no fígado (cirrose)
  • câncer de fígado
  • morte

Gripe (Influenza)

Quase toda criança tem gripe de vez em quando. A febre alta e as dores musculares causadas pela gripe são difíceis de ignorar, muitas vezes obrigando o jovem mais ativo a ficar na cama por alguns dias de descanso e recuperação.
A gripe é uma doença respiratória causada por um vírus. Infecções da gripe são altamente contagiosas. Elas se espalham facilmente nas escolas, nas famílias, no local de trabalho e quaisquer outros lugares onde grupos de pessoas estão juntos.

Seu filho pode contrair gripe nesses locais se alguém tem a infecção e espirra ou tosse (o envio de gotículas virais no ar, que podem ser inalados por outras pessoas). Ele também pode pegar a doença tocando um brinquedo que tenha sido contaminado por uma pessoa com a infecção e, em seguida, colocando a mão ou os dedos em sua boca ou nariz.

Crianças são mais contagiosas durante as 24 horas que antecedem o início dos sintomas – e também na fase em que seus sintomas se tornam piores.
Apesar de existirem três tipos de vírus influenza (A, B e C), os surtos de gripe são causados pelas versões A ou B. As epidemias de gripe ocorrem geralmente durante os meses de inverno, muitas vezes durando até setembro.

Sinais e sintomas
Quando seu filho tem gripe, provavelmente desenvolverá febre (temperatura superior a 38,5°C), muitas vezes acompanhada de calafrios, dores de cabeça, falta de energia, tosse seca e dores musculares.
Conforme a doença avança, outros sintomas, como dor de garganta e nariz escorrendo ou entupido, podem se desenvolver e se agravar. Algumas crianças também têm dor abdominal, náuseas e vômitos.

Particularmente em crianças, a gripe pode causar otite, bronquiolite (infecção nos pulmões) ou pneumonia.

O que você pode fazer
Você provavelmente está familiarizado com muitos dos tratamentos caseiros para a gripe. Eles têm sido usados por gerações de pais, embora não sejam tão úteis para se livrar do vírus como alguns pais pensam. Seu filho pode se beneficiar de muito descanso e deve beber líquidos para evitar desidratação.

Para ajudar deixar seu jovem febril mais confortável e reduzir sua temperatura, alguns pediatras recomendam antitérmicos. No entanto, não se deve dar aspirina para qualquer criança ou adolescente com febre – o uso de aspirina em tais circunstâncias tem sido associada a uma doença rara, mas muito grave, chamada Síndrome de Reye.

Quando chamar o pediatra
Contate seu pediatra assim que a criança apresentar sintomas de gripe. Alguns medicamentos antivirais funcionam melhor se ministrados nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas. Em particular, informe seu médico se a febre persistir, a criança reclamar de dor de ouvido ou apresentar uma tosse que não desaparece.

Esses são alguns dos sinais comuns de complicações associadas à gripe, tais como infecção no ouvido, sinusite ou pneumonia. As complicações são mais prováveis de ocorrer em uma criança que tem problema de saúde subjacente, incluindo doença cardíaca, doença pulmonar, sistema imunológico debilitado ou outra doença maligna.



Experiências de vida sobre Vacinas: Doenças Preveníveis

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