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Conjuntivites

As conjuntivites ou olhos vermelhos são irritações ou infecções dos olhos que apresentam como sintomas olhos vermelhos, coceira (prurido) ocular e sensação de areia, às vezes com saída de secreção.

As conjuntivites podem ser causadas por vírus ou bactérias e, geralmente, necessitam de avaliação do pediatra – que indica a necessidade ou não do uso de colírios.

Obs.: As crianças com secreção ocular podem contagiar outras pessoas. Portanto, muitas vezes, devem ser impedidas de frequentar creches ou escolas.

Conjuntivite neonatal

  • Gonocócica: é a mais grave, aparecendo, geralmente, entre o terceiro e o quinto dia, sendo chamada de hiperaguda por produzir secreção purulenta copiosa, bilateral, com potencial de perfuração corneana e perda do olho. Deve ser tratada prontamente, com tratamento tópico e sistêmico com antibióticos.
  • Clamídia: de aparecimento mais tardio, entre o quinto e o décimo quarto dia, apresentando secreção mucoide, edema palpebral e edema conjuntival. O tratamento é feito com antibiótico sistêmico e, como adjuvante, tópico.

Conjuntivites tóxicas ou químicas

  • Causadas por exposição da conjuntiva a substâncias irritantes ou mesmo a drogas usadas cronicamente para tratamento de doenças oculares, como antiglaucomatosos, antivirais, mióticos.
  • Irritantes comuns: sabões, cosméticos, “sprays” (perfumes, desodorantes para cabelo), fumaça de cigarro, fertilizantes e vários ácidos e álcalis. Até a poluição atmosférica pode ser causa de conjuntivite química.
  • Tratamento – como regra geral, a irrigação imediata e abundante dos olhos com água ou solução salina é mandatória nos casos de contaminação química, principalmente quando se tratar de ácidos ou álcalis.
  • Suspensão do uso do agente causador associada ao uso de lágrimas artificiais e vasoconstritores por curto período é o suficiente.
  • Conjuntivite química do recém-nascido: causada pelo uso do colírio de nitrato de prata a 1% para prevenção da conjuntivite gonocócica (Método de Credé). Manifesta-se no primeiro ou segundo dia, caracterizando-se por vermelhidão, secreção mucoide e lacrimejamento. O tratamento consiste no uso de lágrimas artificiais, limpeza e compressas frias. Os sintomas desaparecem por volta do quarto dia.

Conjuntivites alérgicas

Quadro clínico

  • Prurido ocular – sintoma patognomônico, podendo-se mesmo afirmar que se não há prurido, não há etiologia alérgica.
  • Outros sintomas exuberantes: vermelhidão, edema palpebral, quemose (edema conjuntival), lacrimejamento, secreção seromucosa, queimação, fotofobia, sensação de corpo estranho.
  • Geralmente bilaterais, podendo ser agudas ou crônicas, atingem comumente crianças, muitas vezes incapacitando-as para suas atividades diárias.
  • Presença de papilas como reação conjuntival preponderante.
  • Não são contagiosas, porém, com certa frequência, tornam os olhos mais predispostos à contaminação bacteriana ou viral secundária.

Tratamento

  • Depende de alguns fatores: natureza aguda ou crônica, gravidade dos sintomas e capacidade de provocar sequelas com consequente redução da acuidade visual. Para tanto, é importante caracterizarmos os principais tipos de alergia ocular.

Conjuntivite sazonal:

  • Geralmente aguda, apresentando edema palpebral, quemose intensa, dando um aspecto à conjuntiva de “bolha” ou “gelatina”, com prurido e lacrimejamento intensos. A reação papilar é mínima ou inexistente e não apresenta alterações corneanas.
  • Tratamento – é feito com compressas geladas (evitar água boricada), lágrimas artificiais, anti-histamínicos e, em casos muito sintomáticos, corticoides tópicos de superfície.

Conjuntivite primaveril:

  • Caráter crônico, atingindo mais meninos do que meninas.
  • Reação mais intensa com o aparecimento de “papilas gigantes”, em conjuntiva tarsal superior, limbo de aspecto gelatinoso e úlceras corneanas “em escudo”.
  • Deixa poucas sequelas, mas é associada com o aparecimento de ceratocone.
  • Tratamento – é feito preferencialmente com anti-histamínicos combinados com estabilizador de mastócitos topicamente. Como exemplo, temos a olopatadina, cetotifeno e epinastina aplicados duas vezes ao dia. Corticoides também são úteis no tratamento, monitorados por oftalmologista.

Conjuntivite atópica

  • A mais grave e perene das alergias oculares. Geralmente, é acompanhada de dermatite atópica, com suas lesões características em regiões de dobras cutâneas.
  • Acomete bordas palpebrais que ficam eritematosas, edemaciadas, com perda de cílios.
  • Conjuntiva com aspecto leitoso, secreção mucosa, fibrose subepitelial, levando a cicatrizes conjuntivais, vascularização e cicatrização corneana.
  • Associada também com ceratocone e ametropias.
  • Tratamento – devido a sua alta morbidade, com possibilidade de perda visual, o tratamento deve ser multidisciplinar (alergista, pediatra). O oftalmologista usa todo o arsenal disponível: estabilizador de mastócitos combinado com anti-histamínicos, corticoides e até mesmo imunossupressores tópicos, como a ciclosporina.

Autor: Dr. Arthur Ferreira Soares
Fonte: Baseado no texto do autor no Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier

Conjuntivites bacterianas

Quadro clínico

  • Presença de secreção purulenta ou mucopurulenta, podendo ser unilateral ou bilateral.
  • Presença de papilas conjuntivais como achado principal (papilas são dobras ou projeções de epitélio hipertrófico, com forma poligonal e centro fibrovascular, encontradas apenas onde a conjuntiva está aderida aos tecidos subjacentes por septos fibrosos, ou seja, na conjuntiva tarsal ou palpebral e na conjuntiva limbar, ao redor da córnea). Seu vaso central arboriza-se ao atingir a superfície.
  • Geralmente agudas (duas semanas de evolução), mas podem se tornar crônicas, sem tratamento adequado.
  • Transmissão por contato direto com objetos de uso comum, como toalhas e fronhas de travesseiros.

Tratamento

  • Higiene rigorosa e limpeza das secreções conjuntivais com soro fisiológico e, preferencialmente, gaze
  • Antibióticos tópicos

Autor: Dr. Arthur Ferreira Soares
Fonte: Baseado no texto do autor no Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier

Conjuntivites fúngicas e parasitárias

Merecem apenas citação, por serem muito raras. A conjuntivite por Candida manifesta-se geralmente por uma placa conjuntival esbranquiçada, com algum exsudato. O tratamento é feito com antifúngico específico.
As conjuntivites ocasionadas por vermes (oncocercose, loa loa, teníase) geralmente são secundárias à infestação do hospedeiro, sendo transmitidas à conjuntiva por via sanguínea.
O tratamento é feito por meio de anti-helmíntico apropriado. Uma exceção é a conjuntivite produzida por larva de mosca (miíase ocular), na qual as larvas são depositadas diretamente no saco conjuntival.
Em indivíduos debilitados, pode ser muito agressiva, destruindo até mesmo os tecidos orbitais. O tratamento é a remoção mecânica imediata das larvas.

Autor: Dr. Arthur Ferreira Soares
Fonte: Baseado no texto do autor no Manual de Urgências e Emergências em Pediatria
Hospital Infantil Sabará – Ed. Sarvier



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