Dengue e Chikungunya podem ser mais graves em crianças menores de dois anos

Pais devem ficar atentos aos sintomas que se diferenciam dos adultos com maior risco de complicações

São Paulo, 16 de março de 2015 – A epidemia de dengue na maioria dos estados brasileiros tem deixado a população em alerta. Apenas no início de 2015 já foram registradas 174,6 mil notificações da doença no país. No caso da febre Chikungunya, apesar não haver epidemia em São Paulo até o momento, especialistas de saúde entendem que os casos podem começar a se proliferar com maior incidência neste ano, inclusive nos demais estados ainda não atingidos diretamente.

Em 2014, nas Américas, foram mais de 970 mil casos notificados e cerca de 19 mil confirmados. Já no Brasil, no ano passado, foram notificados 3.655 casos suspeitos. Destes, 2.768 confirmados. Até a segunda semana de fevereiro deste ano, o país teve 771 casos notificados, concentrados nos estados do Amapá e Bahia.

Por isso, especialmente para crianças menores de dois anos e recém nascidos, é preciso que os pais e responsáveis estejam atentos aos cuidados para evitar a picada do mosquito e, havendo sintomas, é essencial o tratamento correto.

“A sintomatologia das duas doenças é muito parecida, mas é importante que se faça o diagnóstico correto, já que ambas podem ter complicações graves nas crianças pequenas”, explica Dr. Francisco Ivanildo de Oliveira Junior, médico infectologista do Hospital Infantil Sabará.

Nas crianças desta faixa etária é comum quadros atípicos das duas doenças. As lesões de pele causadas pela Chikungunya podem aparecer em adultos como vermelhidão e manchas, e nas crianças como bolhas em todo o corpo. Nos pequenos também é observado maior ocorrência de comprometimento neurológico devido a infecção, tais como meningoencefalites e convulsões, além de comprometimento cardíaco.

Essa doença, apesar de ter menor taxa de letalidade se comparada à Dengue, tem possibilidade de evolução para fase sub aguda (10 a 90 dias de sintomas) e até mesmo crônica (90 dias até 3 a 5 anos – essa mais comum em mulheres adultas). Já a Dengue na criança pode ser assintomática ou apresentar-se como uma síndrome febril clássica viral, ou com sinais e sintomas inespecíficos: fraqueza, sonolência, recusa da alimentação e de líquidos, vômitos, diarreia ou fezes amolecidas.

Nos menores de dois anos de idade – especialmente em menores de seis meses – sintomas como cefaleia, dor retro-orbitária, mialgias e artralgias (dor muscular e dor articular) podem manifestar-se por choro persistente, fraqueza e irritabilidade, geralmente com ausência de manifestações respiratórias, podendo ser confundidos com outros quadros infecciosos febris, próprios da faixa etária.

“Na criança, o início da doença pode passar despercebido e o quadro grave ser identificado como a primeira manifestação clínica. O agravamento, em geral, é súbito, diferente do que ocorre no adulto, que é gradual, em que os sinais de alarme são mais facilmente detectados. Assim como para Chikungunya, a gravidade e letalidade da Dengue são maiores em crianças, pois pode causar hipotensão e manifestações hemorrágicas”, explica o infectologista.

Chikungunya X Dengue

A Chikungunya é uma doença infecciosa febril, causada por vírus e pode ser transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Os sintomas frequentes são a febre de início súbito maior de 38,5°C; as dores intensas e inchaços nas articulações com início agudo, sem outra causa definida e lesões na pele. O paciente com esses sintomas e que reside ou viajou para áreas endêmicas ou epidêmicas, até 2 semanas antes do início dos sintomas ou que tenha vínculo epidemiológico com caso confirmado estará sob suspeita para este diagnóstico.

Indivíduos com Dengue, doença infecciosa também transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti, apresentam febre aguda, com até 7 dias de duração e pelo menos outros dois sintomas como cefaleia, dor retro orbitária, mialgia, artralgia, prostração ou exantema, com ou sem sangramentos ou hemorragias. Crianças provenientes ou residentes em área endêmica com quadro febril, sem sinais de localização ou na ausência de sintomas respiratórios também podem ser consideradas como caso suspeito.

Confirmação laboratorial

Existem atualmente dois exames específicos que confirmam a suspeita de Chikungunya. São eles a sorologia convencional e o PCR, que identifica o material genético do vírus. Para casos de Dengue, além da sorologia é possível fazer o teste rápido que identifica o antígeno NS1, indicando presença da doença no organismo.

Estes exames não estão disponíveis em todos os prontos-socorros do Sistema Único de Saúde (SUS) e para demais hospitais não são cobertos pelo convênio para o atendimento em PS, apenas sob internação do paciente ou particular.

Sobre o Hospital Infantil Sabará

O Hospital Infantil Sabará, instalado em um moderno edifício de 17 andares na avenida Angélica, no Centro da capital paulista, opera segundo o conceito de "Children's Hospital". Este modelo assistencial conta com a retaguarda em todas as especialidades pediátricas, tais como Neurologia, Nefrologia, Cardiologia, Oncologia, Ortopedia, Urologia, Gastroenterologia, Cirurgia Pediátrica e Anestesia, num modelo multidisciplinar integrado e altamente resolutivo de atenção à criança.

O Sabará é o primeiro hospital exclusivamente pediátrico no Estado de São Paulo a conquistar a acreditação da Joint Comission International (JCI) – mais importante órgão certificador dos serviços de instituições de saúde no mundo. A acreditação é um instrumento que avalia desde a estrutura hospitalar às práticas de gerenciamento e cuidados com o paciente, garantindo o tratamento adequado e a assistência necessária em todos os âmbitos. Para atender às exigências das metas internacionais e estar no mesmo patamar de instituições que possuem um padrão internacional em saúde, o Hospital Infantil Sabará investiu mais de R1 4 milhões e passou por um rigoroso processo de avaliação que abrange mais de 1,3 mil itens em todos os serviços como atendimento, gestão, infraestrutura e qualificação profissional.

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