A Mortalidade Infantil

A mortalidade infantil vem caindo em todo o mundo e em países como o Brasil, onde a taxa nos últimos 50 anos caiu de 180 para menos de 20 mortes a cada 1.000 nascimentos, no primeiro ano de vida. Apesar deste progresso, estamos na 90ª posição, muito longe das 3 a 5 mortes por 1.000 nascidos dos países europeus.

O grande desafio dos países desenvolvidos e de algumas regiões do Brasil é o de diminuir esta taxa de óbito perinatal (em circunstâncias que ocorrem imediatamente antes e depois do parto) que acontecem por problemas genéticos e congênitos. Além dos prematuros, problema que tende a aumentar com as mulheres engravidando mais tarde e fazendo tratamento para fertilidade e fertilizações in vitro (que ocorrem fora do útero e são realizadas em laboratório).

Em boletim editado em 2007 pela Coordenação de Epidemiologia e Informação (CEInfo) da Secretaria de Saúde do Município de São Paulo, a análise do coeficiente de mortalidade infantil (CMI) por causas mostrou que na última década, os óbitos de bebês com menos de 7 dias ocorreram, principalmente por membrana hialina (distúrbio que causa má adaptação da vida extrauterina), demais doenças respiratórias e asfixia neonatal, nesta ordem e com tendência de declínio.

Entre 7 a 27 dias, destacaram-se as doenças infecciosas. As malformações congênitas, presentes neste período, apresentaram queda menos acentuada no período neonatal precoce (número de óbitos em crianças até 7 dias) e estabilização no neonatal imediato, o que foi considerado um comportamento esperado, devido a menor suscetibilidade destas ações.

Entre os maiores de 28 dias, a pneumonia, que era a principal causa de morte, foi superada pelas malformações congênitas, a partir de 2002, que desde então se mantêm na posição principal de causa de morte pós-neonatal.

Em 2006, houve um aumento da mortalidade infantil pós-neonatal em relação a 2005 e diminuição da mortalidade neonatal. O crescimento do componente pós-neonatal, deve-se, especialmente, às anomalias congênitas, causas perinatais e causas externas.

Este é o papel de hospitais pediátricos e sobretudo do Hospital Infantil Sabará, pois este é um problema que requer especialistas e tecnologia; pesquisa e treinamento para poder dar soluções para os problemas de saúde infantil no Brasil.

Por Dr. José Luiz Setúbal

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, o Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. Desde setembro de 2010, o hospital atende na Avenida Angélica, nº 1.987, no bairro de Higienópolis (SP), em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador. A partir de 2011, virou Fundação. Acesse o site do Hospital Infantil Sabará e o Blog Saúde Infantil