Hastes de Titânio Substituem Gesso em Fraturas nas Crianças

Além de auxiliar na melhor recuperação do osso quebrado, afasta os incômodos causados pela imobilização

São Paulo, julho de 2012 - Diferentemente do que acontecia no passado, hoje as fraturas de crianças têm uma maior indicação cirúrgica. Para abreviar o tempo em que a criança fica imobilizada com gesso, os cirurgiões ortopédicos pediátricos têm recorrido ao uso de hastes flexíveis de titânio, principalmente em casos de fraturas com desvios nos ossos do antebraço, úmero, fêmur e tíbia.

Essa dificuldade dos pais em identificar o estrabismo se dá porque o recém-nascido ainda não apresenta a capacidade de integração entre o olho e o cérebro, que é o que coordena o alinhamento dos olhos. Mas o oftalmologista do Hospital Infantil Sabará, Thomaz Rodolfo Junior, informa que essa descoordenação normalmente é superada entre os três e os seis meses de vida. "Movimentos oculares irregulares ocorrem até o terceiro mês. Após essa fase, o bebê já começa a ser capaz de firmar o olhar".

Segundo a ortopedista pediátrica Daniela Rancan, do Hospital Infantil Sabará, com o gesso que deve ser usado por oito semanas, além de maior incômodo, a chance do osso não colar de maneira correta é maior. "Com as hastes, esses inconvenientes são quase inexistentes. Introduzida por meio de uma cirurgia minimamente invasiva, com cortes pequenos, a haste é posicionada no osso onde ocorreu a fratura, permanecendo entre 4 e 6 meses, sem a necessidade de imobilizações. Após esse período, uma nova cirurgia é feita para a retirada dela", diz.

As fraturas, rupturas parciais ou completas de um osso, representam de 10% a 25% dos casos que chegam ao Pronto-Socorro do Sabará. Os meninos são as principais vítimas, 75%, enquanto as meninas representam 25% dos casos. As faixas etárias mais atingidas são: a partir de 12 anos, 40%; entre 8 e 11 anos, 25%.

As fraturas no paciente pediátrico têm como causas principais as quedas de alturas, acidentes durante atividades esportivas (skate, bicicleta, futebol, pipa), entre outras. Os locais mais comumente fraturados são dedos da mão, antebraço (distal e diafisaria), úmero (supracondiliana), dedos do pé e tornozelo (maleolo lateral).

Como saber se é uma fratura? Segundo a Dra Daniela, em geral, a criança fica com dor intensa no local do trauma, fazendo com que o membro afetado fique praticamente imóvel (quando mexe dói demais), além de apresentar edema (aumento do volume), equimose (roxo) e deformidades.

E o que fazer nestes casos? Colocar gelo no local por 15 minutos; dar um analgésico, como o Ibuprofeno; tentar imobilizar a região afetada com um pedaço de madeira, papelão, palito de sorvete, faixa, e procurar atendimento médico, e de preferência em um local que tenha ortopedista.

Mito ou verdade: os ossos dos pequenos são mais frágeis? A maior incidência de fraturas nas crianças ocorre devido algumas peculiaridades dos ossos nas crianças: lesões nas cartilagens de crescimento por serem locais de maior fragilidade; maior fragilidade óssea devido ao rápido crescimento ósseo (hipervascularização e osso menos denso); maior maleabilidade do osso, provocando fraturas específicas (como em galho verde e deformidade plástica). O mito é que esta fragilidade é causada pela falta de cálcio, como muitos pais acreditam.

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, o Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. Desde setembro de 2010, o hospital atende na Avenida Angélica, nº 1.987, no bairro de Higienópolis (SP), em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador. A partir de 2011, virou Fundação. Acesse o site do Hospital Infantil Sabará e o Blog Saúde Infantil