Quando o Leite Vira o Vilão na Dieta do Bebê

Crianças com menos de um ano que sofrem de cólicas recorrentes, vômitos, diarreia e perda de peso podem ter alergia à proteína do leite de vaca. Nesses casos, o alimento tem de ser substituído

São Paulo, agosto de 2011 - O leite é essencial para a vida do recém-nascido, mas, em alguns casos, pode ser o vilão, principalmente antes das crianças completarem um ano. A alergia à proteína do leite é um mal que acomete as crianças nos primeiros meses de vida e se reflete em sintomas desagradáveis.

De acordo com a gastropediatra Izaura Ramos Assumpção, da Fundação Hospital Infantil Sabará, bebês com um ou mais dos seguintes sintomas, vômitos, cólicas, diarreia, dor abdominal, prisão de ventre, presença de sangue na fezes, perda de peso e até dermatites (vermelhidão na pele) podem sofrer do que os médicos chama de APLV (Alergia à Proteína do Leite de Vaca).

Rara em adultos, a doença exige uma dieta especial: sem leite de vaca e seus derivados, o que inclui alimentos preparados com o produto. E atenção aos industrializados, que nesta etapa de vida nem deveriam ser utilizados; eles podem conter ingredientes derivados como caseína, caseinato, soro de leite e proteínas do leite.

Ao ouvir do pediatra a indicação de tirar o leite de vaca da alimentação dos bebês, os pais se assustam, afinal como um alimento tão poderoso no início da vida pode trazer malefícios à saúde.

A gastropediatra, que já vivenciou esse momento de aflição dos pais durante consultas, afirma que para tudo há uma solução. “Depois de ser feito o diagnóstico, que vem após observação do médico e da retirada do leite para verificação de melhora no quadro do paciente, recorre-se a uma fórmula especial para bebês que supre todas as necessidades”, esclarece.

É claro que as crianças que ainda recebem aleitamento materno deverão continuar com o hábito, as mães, porém, segundo a especialista do Hospital Infantil Sabará, tem de seguir uma dieta também sem leite de vaca e seus derivados, já que a proteína responsável pela alergia nas crianças acaba por ser ingerida durante a amamentação.

E mais: leite de cabra e de outros mamíferos (ovelha, búfala) também não são indicados em casos de alergia ao leite de vaca.

Logo que o leite é retirado da alimentação, a criança já apresenta melhoras nos sintomas. E a notícia boa: esse tipo de reação alérgica acaba em 90% dos casos quando a criança cresce, principalmente a partir dos 3 anos.

Outro questão importante, lembra a médica, é saber diferenciar a alergia à proteína do leite e a intolerância à lactose – mais comuns em adultos. No último caso, o paciente encontra dificuldades para digerir e absorver a lactose, o açúcar do leite. Os sintomas aparecem, em geral, logo após a ingestão, como diarreia, cólicas, distenção abdominal e náuseas. Esse tipo de diagnóstico, no entanto, é raramente encontrado nos pequenos.

Sobre a Fundação Hospital Infantil Sabará

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, a Fundação Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. Desde setembro de 2010, o hospital atende na Avenida Angélica, nº 1.987, no bairro de Higienópolis (SP), em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador. Acesse o site do Hospital Infantil Sabará.