Pediatra ensina a lutar contra as assaduras do bebê

Lenços umedecidos, uso da mesma fralda por tempo prolongado e falta de sol podem agravar o problema que aumenta durante o verão.

São Paulo, dezembro de 2010 - O verão bate à porta e quem tem bebê deve se preparar para um incômodo mais comum nesta época do ano: as assaduras provocadas pelas fraldas. Nas temperaturas mais altas, a região do corpo da criança coberta pelo acessório fica mais úmida, quente, sem ventilação e sujeita a atritos, tornando a pele mais sensível e com possibilidades de mais lesões.

Chamada de dermatite de contato irritativa, a assadura consiste numa inflamação da epiderme e é a ocorrência mais comum na área das fraldas. Não se trata de uma alergia, informa a pediatra e alergista Fatima Rodrigues Fernandes, do Hospital Infantil Sabará, mas de uma irritação de uma região sensível que fica coberta a maior parte do tempo.

“A reação alérgica nessa área do corpo da criança é mais incomum. O que pode acontecer é alergia ao elástico na área das dobrinhas das fraldas. Já as assaduras, em geral, acontecem pelo uso incorreto do acessório. Felizmente é fácil prevenir o mal, é só seguir algumas orientações”, diz.

A primeira dica para os pais é trocar a fralda com regularidade para evitar que a pele dos pequenos fique tempo demais em contato com a urina ou as fezes. “Os dejetos aumentam o PH e deixam o local mais propício a irritações. Por isso, é importante optar por fraldas ricas em material acrílico com alto poder de absorção”, esclarece Fernandes.

Aliás, por não absorverem o excesso de umidade é que as fraldas de pano também não são recomendadas se a idéia é ficar longe das assaduras.

Outro conselho importante para evitar o sofrimento dos bebês, já que as assaduras causam desconforto, é limpar o local com água morna. “Deve se evitar os lenços umedecidos que por conterem determinadas substâncias podem causar reações alérgicas e até piorar o problema com as assaduras”, alerta a pediatra do Hospital Infantil Sabará.

Em terceiro lugar, uma arma potente contra o mal são os cremes, em geral compostos por óxido de zinco, que protege a pele contra substâncias irritativas, serve como uma barreira de bloqueio, de acordo com a médica.

Embora haja outras causas para lesões nesta parte do corpo dos bebês, como uso de medicamentos, infecciosas (vírus, fungos ou bactérias), falta de determinados nutrientes e até tumores, todas elas são raras. O ideal é procurar um pediatra para um diagnóstico preciso. Aliás, é importante saber que essa região do corpo tem uma capacidade de absorção três vezes maior, ou seja, o uso de medicamentos tópicos merece atenção especial.

A pediatra ainda faz uma recomendação para os pais agora no calor. “Aproveite para deixar as crianças sem as fraldas por um tempo. Tomar sol nesta região do corpo, em horários adequados (antes das 10h00 e depois das 16h00) ajuda a prevenir qualquer tipo de irritação”, finaliza.

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, o Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. Desde setembro de 2010, o hospital atende na Avenida Angélica, nº 1.987, no bairro de Higienópolis (SP), em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador.