Volta às Aulas: Hora Certa de Vacinar os Adolescentes

São Paulo, Março de 2009 - Fala-se muito da importância da vacinação em crianças, mas nem sempre os adolescentes são lembrados. Muitos não receberam a vacina por falta de acesso, outros porque elas não existiam quando eram crianças. E mais: há algumas vacinas novas, como a contra o HPV, recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria para meninas a partir dos 9 anos.

De acordo com o infectologista Marcelo Genofre Vallada, do Hospital Infantil Sabará, nunca é tarde para investir na imunização. "Doenças chamadas de próprias da infância, como caxumba ou sarampo, também podem acometer adolescentes ou adultos que permaneçam susceptíveis, muitas vezes com maior intensidade", alerta.

Além disso, algumas vacinas não conferem proteção duradoura, e necessitam de reforços periódicos, como a antitetânica, por exemplo. "Outras são novas e não estavam disponíveis quando os adolescentes eram crianças, de modo que a oportunidade de prevenção não existia", ressalta.

Na rede pública, pelo Programa Nacional de Imunização (PNI), os adolescentes, por volta dos 15 anos, devem receber uma dose de reforço da vacina dupla (contra o tétano e a difteria). "Já aqueles que ainda não receberam a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) e a vacina para a hepatite B, também devem se dirigir a um posto para atualização da carteira vacinal", destaca o médico.

Para os adolescentes que podem recorrer a uma clínica privada, há a alternativa de se fazer o reforço aos 15 anos com a vacina tríplice acelular tipo adulto (tétano, difteria e coqueluche). "Há também a possibilidade de se receber a vacina contra a varicela e a hepatite A, caso não tenham sido administradas na infância e o adolescente não tenha tido a doença", esclarece.

E quanto à vacina contra a gripe? Pode ser administrada para qualquer pessoa a partir de 6 meses de vida. "No Brasil, não há uma recomendação formal para a vacinação de adolescentes contra a gripe sazonal, a não ser em caso de existência de doença crônica prévia, como asma, diabetes e doença renal", lembra o pediatra.

Segundo o médico, o objetivo da vacinação é desencadear no organismo uma resposta do sistema imunológico o mais semelhante possível àquela obtida pela infecção natural, mas sem os riscos e complicações da doença.

"A duração da proteção conferida por uma vacina depende de vários fatores, como o tipo de vacina que está sendo utilizado (vacina de organismos vivos atenuados ou inativados), a idade do indivíduo, a capacidade do sistema imunológico em responder ao estímulo vacinal e a epidemiologia da doença na comunidade onde aquele indivíduo vive", esclarece o infectologista.

Sobre a Fundação Hospital Infantil Sabará

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, o Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. No início de 2010, o hospital passar a atender na avenida Angélica, 1.987, em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador.