Uso Abusivo do MP3 e Aparelhos Similares Leva à Perda Auditiva

São Paulo, Fevereiro de 2009 - O uso frequente dos aparelhos de MP3 vem provocando perda auditiva em crianças e adolescentes e quanto mais tempo com o fone de ouvido, alerta o otorrinolaringologista Fabrizio Romano, do Hospital Infantil Sabará, maior os riscos para a saúde auditiva.

Vários estudos apontam que ouvir músicas entre 100 decibéis e 115 decibéis, volume máximo desses aparelhos, por 15 minutos, já causa dano grave que pode levar à perda permanente da audição. Mesmo volumes mais baixos, porém, podem ser prejudiciais, se o paciente ficar exposto por períodos prolongados.

De acordo com pesquisa holandesa feita com 1.687 adolescentes, entre 12 e 19 anos, 48% dos participantes disseram ouvir o aparelho no mais alto volume. O estudo realizado em 2007 foi publicado neste mês no jornal da Academia Americana de Pediatria.

Para evitar problemas, o otorrinolaringologista dá uma série de conselhos. Um deles, por exemplo, é usar fones que isolam o som do ambiente, pois não se compete com os sons externos. "Assim não é necessário ouvir a música tão alta", destaca.

Ao ouvir o som alto, a partir de 85 decibéis, já há um risco, pois as células ciliadas, localizadas no interior do ouvido, são destruídas. "Algumas pessoas são mais sensíveis do que outras, mas o que poucos sabem é que essas células não se regeneram ao longo dos anos, ou seja, uma vez instalada a perda auditiva, ela é irreversível", explica o médico do Hospital Infantil Sabará.

Além de reduzir o volume do som, o ideal é controlar o tempo em que se ouve o MP3 ou aparelhos similares. A medida é importante porque a perda da audição costuma ser uma doença silenciosa. Nos Estados Unidos estatísticas mostram que 5,2 milhões de crianças e adolescentes perdem a audição por uma série de motivos, entre eles, os aparelhos eletrônicos – algo que não acontecia há 30 anos.

Sobre a Fundação Hospital Infantil Sabará

Tradicionalmente conhecido por sua eficiência e bons resultados, o Hospital Infantil Sabará nasceu no início dos anos 60, quando um grupo de médicos pediatras resolveu criar um serviço diferenciado. A partir daí o complexo hospitalar se firmou como centro de referência na área, sendo o primeiro hospital a inaugurar uma UTI pediátrica em 1974. No início de 2010, o hospital passar a atender na avenida Angélica, 1.987, em um novo prédio de 17 andares que tem um conceito moderno e inovador.