Torção do funículo espermático - Torção do testículo



ESCROTO AGUDO

Condição clínica de dor escrotal que se instala em curto período de tempo. Apresenta-se com alterações locais como aumento de volume, edema, hiperemia e aumento de temperatura. Podem ocorrer sintomas sistêmicos como náuseas, vômitos e febre.
Causas:
Torção do funículo espermático – “torção do testículo”
Torção de apêndices testiculares
Orquite, epididimite ou orquiepididimite
Traumatismo escrotal

TORÇÃO DO FUNÍCULO ESPERMÁTICO – “TORÇÃO DO TESTÍCULO”

Ocorre torção do funículo espermático devido à mobilidade excessiva do testículo, levando ao prejuízo da irrigação sanguínea. Causa mais importante de escroto agudo (25 a 30% dos casos). A contração do músculo cremaster pode levar à torção um testículo móvel, isto explica a torção durante o sono (ereção noturna em adolescentes) e durante o frio. A doença tem relação também com o aumento de massa testicular que ocorre na adolescência e nos tumores teticulares.
Faixa Etária: mais comum em neonatos e pós-puberal.
Classificação:
Extravaginal: mais comum em recém-nascidos e crianças menores. Ocorre durante a descida do testículo. Responsável pelo escroto agudo do recém-nascido ou atrofia testicular.
Intravaginal: é o tipo mais comum, ocorrendo em adolescentes e no período puberal.
Dor escrotal súbita que se intensifica rapidamente, sem relação com qualquer outro evento, porém pode se instalar após atividade física intensa.
Tratamento: Cirúrgico imediato.

II-         TORÇÃO DE APÊNDICES TESTICULARES

Quadro clínico: semelhante à torção de funículo espermático, porém com menor intensidade.
Faixa etária mais freqüente: 7-12 anos ( pré-puberal)(1)
Exame físico: aumento do volume do hemiescroto, à palpação observa-se alteração nodular e dolorosa apenas no pólo superior do testículo, às vezes, observado um ponto escurecido nesta região (“blue dot sign” – 10%)(1).
Exames subsidiários:
Tratamento: Repouso e analgésios. Excepcionalmente necessidade de remoção cirúrgica.

ORQUITE, EPIDIDIMITE E ORQUIEPIDIDIMITE

Orquite: inflamação do testículo geralmente associada à parotidite (caxumba). Faixa etária mais freqüente: pós-puberal
Epididimite: inflamação do epidídimo que pode se estender ao testículo levando à orquiepididimite. Mais freqüente em adolescentes. Pode estar acompanhado de febre. Em crianças menores muitas vezes é decorrente de infecção urinária, pode ter como base manipulação recente do trato urinário (sondagem vesical, cistoscopia) ou alteração estrutural do trato urinário (estreitamento de uretra, ureter ectópico, dissinergia esfincteriana, utrículo prostático). As alterações morfológicas do trato urinário podem ocorrer em até 41% dos casos.(3)
Quadro clínico: Dor e aumento de volume testicular progressivos, de instalação insidiosa.
Tratamento:
Antibioticoterapia empírica, repouso, analgésicos, antiinflamatório e elevação escrotal.

TRAUMA ESCROTAL

História clínica de trauma. Dor aguda no momento do trauma que melhora com o passar do tempo. Dor persistente e progressiva merece investigação para afastar torção de testículo.
Quadro clínico com aumento de volume escrotal e dor.
Ultra-sonografia com doppler: revela e extensão do trauma, a irrigação está preservada.
Tratamento: repouso, antiinflamatório e analgésico. A exploração cirúrgica é reservada em casos excepcionais de grandes hematoceles (hematomas subvaginais).

HÉRNIA INGUINAL

Abaulamento na região inguinal evidente durante manobra de Valsalva que reduz espontaneamente com o repouso ou à leve compressão na região do anel inguinal externo. As hérnias inguinais não complicadas são redutíveis e indolores. À ultra-sonografia pode ser identificado alça intestinal presente no cordão. A indicação é cirúrgica eletivamente.
Hérnias inguinais encarceradas são irredutíveis, endurecidas e podem mostrar sinais de sofrimento da alça encarcerada com presença de hiperemia inguinal. Nos casos que não se observa sinais de sofrimento de alça a conduta é redução, podendo ser utilizado sedação e o paciente deve ser submetido à correção cirúrgica em regime eletivo após 24 a 48 horas, quando o edema inguinal do encarceramento já reduziu, diminuindo desta forma as complicações cirúrgicas.
Quando observamos sinais de sofrimento de alça intestinal, com visualização de hiperemia local, é contra indicada a redução manual, sendo a cirurgia de indicação imediata.

HIDROCELE




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