Meningites



Vamos falar de uma doença que assusta a todos, principalmente que em São Paulo pois na década de 70 tivemos um grande surto de meningite meningocócica e de lá para cá sempre têm muitos casos, principalmente em crianças. É um dos diagnósticos mais comuns nos Pronto Socorro do Hospital Infantil Sabará.

A meningite é uma inflamação dos tecidos que cobrem o cérebro e medula espinhal (meninge), por vezes, afeta o cérebro também. Com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, uma criança com meningite tem uma chance razoável de uma boa recuperação, embora algumas formas de meningite bacteriana desenvolver-se rapidamente e têm um alto risco de complicações.

Graças às vacinas que protegem contra formas graves de meningite bacteriana, hoje a maioria dos casos de meningite são causados por vírus. A forma viral geralmente não é muito grave, exceto em crianças com menos de três meses de idade e com determinados vírus, como herpes simplex, o que normalmente faz com que outra infecção grave. Uma vez que a meningite é diagnosticada como sendo causada por um vírus, não há necessidade de antibióticos e de recuperação deve ser completa. A meningite bacteriana (vários tipos de bactérias estão envolvidos) é uma doença muito grave. Ele raramente ocorre nas crianças vacinadas, mas quando isso ocorre, as crianças menores de dois anos de idade estão em maior risco.

As bactérias que causam meningite podem muitas vezes ser encontrados na boca e na garganta de crianças saudáveis. Mas isso não significa necessariamente que essas crianças vão ter a doença. Isso não acontece a menos que as bactérias entram na corrente sanguínea.

Certos grupos de crianças são mais susceptíveis de obter a doença. Estes incluem o seguinte:

  1. Os bebês, especialmente aqueles com menos de dois meses de idade (porque seus sistemas imunológicos não estão bem desenvolvidos, as bactérias podem entrar na corrente sanguínea mais facilmente.)
  2. As crianças com sinusites recorrentes
  3. Crianças com graves recentes lesões na cabeça e fraturas no crânio ou que tiveram uma cirurgia no cérebro

Com diagnóstico e tratamento imediato, 7 em cada 10 crianças diagnosticadas com meningite bacteriana recuperam sem complicações. No entanto, tenha em mente que a meningite é uma doença potencialmente fatal, e em cerca de 2 em cada 10 casos, pode levar a problemas graves do sistema nervoso, surdez, convulsões, paralisia dos braços e pernas, ou dificuldades de aprendizagem. Porque meningite progride rapidamente, deve ser detectada precocemente e tratada de forma agressiva.

Alguns tipos de meningite bacteriana pode ser prevenida com vacinas:

  1. Hib (Haemophilus influenzae tipo b) - Esta que era a principal causa de meningite bacteriana entre as crianças antes que esta imunização se tornaram disponíveis. A vacina é administrada por injeção para as crianças em dois meses, quatro meses, e seis meses, e depois novamente entre doze e quinze meses de idade
  2. Vacina Pneumocócica - Esta vacina é eficaz na prevenção de muitas infecções graves causadas por bactérias, incluindo a meningite pneumococo, bem como a bacteremia (infecção da corrente sanguínea) e pneumonia. Recomenda-se a partir de dois meses de idade, com doses adicionais de quatro, seis, e entre doze e quinze meses de idade. Algumas crianças que têm uma maior susceptibilidade a infecções graves (essas crianças de alto risco incluem aqueles com sistemas de funcionamento anormal do sistema imunológico, doença falciforme, determinados problemas renais e outras condições crônicas) pode receber uma vacina pneumocócica adicional entre as idades de dois e cinco anos.
  3. Vacina Meningocócica – é dada nas crianças a partir dos 3 meses de vida.

Veja o calendário Vacinal de 2014 para conferir com as vacinas que seu filho já tomou.

Autor: Dr. José Luiz Setúbal
Fonte Cuidados com o Bebê e Crianças: nascimento até a idade 5, 6 ª Edição (Copyright © 2015 Academia Americana de Pediatria)

As informações contidas neste site não devem ser usadas como um substituto para o tratamento médico e orientação de seu pediatra. Pode haver variações no tratamento que o pediatra pode recomendar com base em fatos e circunstâncias individuais.




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