Hepatite B



A doença:

A transmissão da doença pode acontecer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, relação sexual sem proteção, contato íntimo com portadores crônicos, de mãe para filho durante a gravidez ou na hora do parto.

A evolução da doença é variável, podendo manifestar-se por meio de um quadro agudo de hepatite, com náusea, vômito, mal estar, olhos amarelados (icterícia) e urina escura, evoluindo para cura. Pode também não apresentar nenhuma manifestação clínica e evoluir de maneira silenciosa para hepatopatia crônica, cirrose hepática e câncer de fígado. A evolução para um quadro crônico é mais freqüente quanto mais cedo ocorre a infecção. Assim, crianças infectadas têm maior chance de ter doença crônica que adultos.

A vacina:

Apesar de existirem grupos de maior risco de aquisição da doença, como profissionais da área de saúde, usuários de drogas injetáveis, indivíduos submetidos a múltiplas transfusões de sangue e homossexuais masculinos, a doença só apresentou diminuição de incidência quando a vacinação passou a ser adotada de maneira universal.

A vacina é muito segura e eficaz, apresentando uma proteção de mais de 95%. Pode ser aplicada desde o primeiro dia de vida, sendo recomendada nas primeiras 12 horas após o nascimento para evitar a transmissão do vírus de mãe para filho.

A vacina deve ser feita em três doses: as duas primeiras com um mês de intervalo e a terceira, seis meses após a primeira.

Tem raros efeitos adversos, podendo ocorrer dor local, inchaço e, mais raramente, febre após a aplicação.

Abaixo temos um parecer da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre as vacinas que não fazem parte do calendário ofical, mas ao recomendadas pela SBP:

Vacina contra Hepatite A e varicela:

- Desde 1997, a SBP recomenda que os pediatras orientem essas duas vacinas, para crianças maiores de um ano de idade. Embora sejam doenças de menor gravidade do que o sarampo e a hepatite B, é essencial lembrar que ambas podem causar complicações graves, mesmo em pessoas imunocompetentes. Adolescentes sem imunidade à varicela e à hepatite A são considerados como pessoas de risco para apresentar complicações dessas doenças. O antecedente positivo para varicela parece ser bastante confiável, porém, em caso de dúvida se a criança teve ou não a doença, é mais seguro vacinar. Quanto à hepatite A, como a maioria dos casos que ocorrem na infância cursam na forma assintomática, raramente teremos a informação sobre o antecedente da doença. Em crianças e adolescentes que vivem em áreas com boas condições de saneamento básico, recomenda-se a vacinação contra hepatite A, sem realizar a sorologia prévia. Em adultos, como existe maior chance e já terem sido expostos ao vírus da hepatite A, pode-se solicitar a reação sorológica para evitar os custos de vacinar indivíduos já imunes, embora a vacinação de pessoas que já tiveram a doença não acarrete nenhum perigo.




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