Glúten



Intolerância ao glúten – Que doença é essa?

Sabe-se que esta é uma doença hereditária, ou seja, a pessoa nasce com predisposição genética para ter o problema e, depois de meses ou anos de consumo de glúten, pode desenvolver os sintomas. Em geral, o distúrbio aparece entre o primeiro e o terceiro ano de vida, mas pode ocorrer também em adolescentes, adultos e idosos. Ainda não se sabe por que a doença se desenvolve em momentos diferentes da vida. O paciente com doença celíaca tem imunidade incompatível com uma proteína presente no glúten chamada gliadina. Quando essa proteína é ingerida, uma enzima localizada na mucosa do intestino chamada transglutaminase atua contra ela, causando uma resposta imune, ou seja, o próprio organismo forma uma substância nociva, um autoanticorpo, que provoca atrofia a mucosa intestinal.

Os celíacos podem comer os mesmos alimentos que alguém sem a doença, desde que na composição não haja glúten (proteína amorfa que se encontra na semente de muitos cereais como trigo, cevada, centeio e aveia, combinada com o amido). Esses itens podem ser preparados com substitutos como milho, mandioca, tapioca, polvilho, batata e arroz.

O diagnóstico deve ser suspeitado pela referência de sintomas que caracterizam a doença. O principal sintoma é a diarreia crônica que pode ser acompanhada de emagrecimento e distensão do abdômen. Entre outros sinais, está a anemia que não melhora com reposição de ferro, déficit de crescimento, atraso na puberdade, osteoporose, inchaços súbitos após infecção ou estresse, aftas frequentes, intestino preso, flatulência e prejuízos do esmalte dentário. Eles podem aparecer isoladamente ou em conjunto, e a doença também pode ser assintomática. Às vezes, os sintomas passam despercebidos e não são identificados precocemente. Para confirmar o diagnóstico é necessário fazer exames no sangue e biópsia do intestino.

A doença tem uma grande variabilidade de manifestações e gravidade. Quando os sintomas são mais intensos pode-se chegar mais rapidamente ao diagnóstico. Nos pacientes com intolerância mais leve ou com manifestações atípicas, pode-se demorar mais para definir o diagnóstico. Entretanto, é preciso considerar que nestes pacientes existem riscos maiores de desenvolver vários problemas: osteoporose, anemia, infertilidade, câncer (tanto no intestino quanto em outras partes do corpo, como no sistema linfático).  Portanto, o mais importante é manter a rigidez na dieta de exclusão dos alimentos que contém glúten.




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